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TV por assinatura
Presidente da NBC Universal International defende modelo de TV everywhere
terça-feira, 09 de agosto de 2011 , 21h02 | POR DANIELE FREDERICO

Para Jeff Shell, presidente da NBC Universal International, divisão internacional da maior empresa de mídia do mundo, o futuro da TV paga está no conceito de TV everywhere, em que se pode pagar por um conteúdo e assisti-lo em múltiplas plataformas. Shell, que participou do congresso da ABTA nesta terça-feira, 9, diz que é possível monetizar com a TV everywhere tanto do ponto de vista da distribuição quanto do conteúdo. "No caso da distribuição, é possível ganhar com a venda de triple play, como acontece no Brasil. Já no conteúdo, ao colocá-lo em diferentes telas, você consegue aumentar a audiência e, consequentemente, a receita de publicidade".
Segundo Shell, a NBC Universal tem investido em liderança em três frentes: conteúdo, tecnologia e marketing. Ele conta que nos últimos cinco a dez anos, o investimento em conteúdo na NBC vinha caindo, mas que no último ano a empresa voltou a investir em programação, colocando, por exemplo, US$ 100 milhões na produção de conteúdo original para canais pagos.
Ele ressaltou ainda a importância das marcas, dos investimentos internacionais e da divulgação do conteúdo. "Se não souber usar as ferramentas que tem, não vai ter os benefícios".
Modelo único
O executivo disse ainda que acredita na união de distribuição e conteúdo em uma mesma empresa, como acontece atualmente na NBC Universal – que foi comprada pela operadora Comcast e atualmente atua nas duas frentes. "Quando um cresce, o outro também cresce".
Curiosamente, o modelo de abrigar programaçÃo e distribuição foi praticado no Brasil com intensidade pelos principais grupos de mídia durante mais de uma década. Apenas no final dos anos 90 Globo e Abril passaram a se desfazer dos ativos de distribuição. O PLC 116, que está para ser aprovado no Senado e cria novas regras para o mercado de TV paga, também terminará por segregar definitivamente os mercados de distribuição e produção de conteúdo, estabelecendo que empresas de um setor não podem controlar empresas do outro segmento.

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