OUTROS DESTAQUES
TV por assinatura
Operações de DTH das teles chegam a 10% de market-share
quarta-feira, 25 de novembro de 2009 , 16h10 | POR SAMUEL POSSEBON

O mercado brasileiro de TV por assinatura vai, aos poucos, ganhando um contorno diferente em função do crescimento dos serviços de DTH da Embratel, Oi e Telefônica. Segundo dados referentes ao mês de outubro da Anatel, o total de assinantes de TV paga como um todo no Brasil passa de 7,16 milhões de clientes, o que representa um crescimento expressivo de 13,28% em relação ao mesmo mês de 2008. Ou seja, o mercado cresceu consideravelmente durante o período de crise.
Chama especial atenção o dado referente ao mercado de DTH, que cresceu 18,76% em 12 meses e ampliou o seu market share de 33% para 34,6% no período. No final de outubro, eram, segundo dados da Anatel, 2,483 milhões de assinantes de TV por assinatura via satélite.
A Sky, maior operadora de DTH, não divulga periodicamente a base de assinantes específica do Brasil, mas os documentos oficiais da DirecTV Group, sua controladora, apontam para uma base de pouco mais de 1,7 milhão de clientes em junho. Isso significa que as demais operadoras de DTH no Brasil têm, somadas, aproximadamente 750 mil clientes. Só os DTHs das teles Embratel, Telefônica e Oi já somam mais de 700 mil assinantes, o que é praticamente 10% de market share, com base nos dados da Anatel. As primeiras operações de DTH em banda Ku chegaram ao Brasil em 1996 com a DirecTV e Sky (hoje fundidas), e levaram cerca de três anos para chegar aos mesmos 700 mil assinantes. A estratégia das operadoras de DTH concorrentes da Sky tem sido focada nas classes C e B com pacotes mais baratos, enquanto a Sky prioriza a classe A, com serviços de alta definição e outras formas de ampliar a receita média por assinante (ARPU).
Cabo cresce, MMDS cai
As operadoras de cabo também cresceram cerca de 12% no período de outubro de 2008 a outubro de 2009, e chegaram a 4,287 milhões de assinantes, segundo dados da Anatel. Quem perdeu base, consideravelmente, foram as operadoras de MMDS, que chegaram a outubro com 365 mil assinantes, ou seja, 8% de queda.
O crescimento da TV a cabo se deve, sobretudo, à oferta de pacotes combinados de banda larga e TV paga, a exemplo do que tem feito a Net Serviços (nesse caso, também com o serviço de telefonia). O balanço do terceiro trimestre da Net mostra um aumento no churn dos serviços, que pode estar sendo sentido por outros operadores também. Em um ano, segundo o balanço da operadora, o serviço de TV paga teve sua taxa de desconexão aumentada para 16% (contra 14,5% anualizados em setembro de 2008) e 20,3% no caso da banda larga (contra 17% anualizados em setembro de 2008). Os números podem ser explicados pela crise econômica e pela venda para clientes mais sensíveis a oscilações econômicas, e ainda não são objeto de preocupação da Net.
Este novo cenário do mercado de TV paga em função dos DTHs das empresas de telecomunicações, da aposta na classe C e da oferta combinada de pacotes é tema da reportagem de capa da revista TELA VIVA de novembro, já em circulação.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS

Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

20 de Fevereiro
, ,
EVENTOS

Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet

20 de Fevereiro
 
Top