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Convergência
Envolvimento com o usuário tem desafios maiores no universo digital, dizem grupos de mídia
quinta-feira, 12 de novembro de 2009 , 19h45 | POR SAMUEL POSSEBON, DE NOVA DELI, ÍNDIA

O nível de uso das novas tecnologias é maior entre países emergentes, conforme levantamentos já realizados. O universo das novas tecnologias de informação traz novos players e novos modelos de negócio. Que implicações esses cenários trazem então para provedores de conteúdos, empresas de comunicação e de telecomunicações? Essa foi a questão colocada durante o Accenture Global Convergence Forum a executivos da operadora de telecomunicações indiana Bharti, os grupos de mídia Globo (do Brasil) e Reliance GIG Entertainment (da Índia) e a operadora de cabo Comcast, dos EUA.
Para Jai Menon, CIO da Bharti/Airtel, nenhuma operadora de telecomunicações consegue desenvolver produtos se não considerar a ubiquidade das redes. A operadora, por exemplo, tem uma operação de DTH (lançada há 12 meses e com mais de 2 milhões de clientes), uma operadora de celular (a Airtel), com 110 milhões de clientes, oferece serviços de IPTV além dos serviços de telefonia fixa tradicionais. "O que mais percebemos é que em todas as plataformas existe um uso cada vez mais intenso das redes sociais e da distribuição de conteúdos. Muitas vezes, no nosso caso, os clientes preferem receber seus créditos promocionais em músicas do que em minutos para falar", diz Menon. Ele lembra, contudo, que na Índia existe um mercado pouco convergente mas muito promissor, que é o de clientes vivendo em áreas rurais. Hoje eles representam 55% dos novos clientes das operadoras.
Jorge Nóbrega, vice-presidente corporativo do Grupo Globo, diz que as novas tecnologias têm desempenhado um papel importante não apenas no desenvolvimento de produtos, mas na interação entre os telespectadores e os autores das novelas. Para a Globo, a mídia de massa sempre terá um papel importante, mas as pessoas interagem mais facilmente com a emissora por meio dos canais digitais, como sites, SMS e redes sociais. Nóbrega diz também que muitas vezes a Globo depende de tentativa e erro para conseguir entender o comportamento de seus telesctadores em relação a novas tecnologias. Foi assim, por exemplo, no desenvolvimento das diferentes formas de interação e envolvimento (engagement) encontradas para o probrama Big Brother.
Rajesh Sawhney, presidente da Reliance BIG, diz que o grupo tem priorizado desenvolver conteúdos justamente para essa geração conectada, porque acredita que é nesse mercado que estão as próximas oportunidades de receita.
Para a Comcast, segundo Martin Marcinczyk, vice-presidente de operações para o consumidor da Comcast, as novas tecnologias também colocam um novo desafio de relacionamento com o assinante. "Temos 25 milhões de clientes e precisamos entender o que eles querem em relação a todos os produtos que temos. Temos que estar preparados para responder a eles também por meio de qualquer um dos meios de comunicação".

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