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Políticas de comunicação
"Tem gente que ainda não acredita que o sistema de telecomunicações foi privatizado", diz Oi
quinta-feira, 15 de outubro de 2009 , 14h13 | POR SAMUEL POSSEBON

Na mesma linha já adotada pelos controladores da Oi, Luiz Eduardo Falco, presidente da companhia, foi crítico em relação à possibilidade de uma rede estatal de telecomunicações concorrente à rede das teles. "É preciso entender o enunciado dessa discussão. Quais os objetivos?", questionou o executivo. Durante sua palestra na Futurecom (evento que acontece esta semana em São Paulo), Falco ironizou: "Tem gente que até hoje não acredita que o sistema de telecomunicações foi privatizado, mas foi". Ele lembrou que a rede da Oi tem 200 mil km, contra 17 mil da rede estatal que está sendo considerada para o plano nacional de banda larga. "Se somarmos, são 217 mil km. Isso é melhor do que o governo fazer sozinho", acrescentou Falco.
Outro ponto levantado pelo executivo é que o governo não está pensando no restante dos investimentos necessários para levar os serviços. "O backbone é só 15% dos custos de uma rede. Há mais 35% do custo que precisa ser gasto em backhaul e o resto é o investimento em acesso. O governo vai fazer esse investimento?", provocou. Falco disse que a Oi colocou para o governo a possibilidade de que a universalização do acesso banda larga, onde não houver interesse econômico, seja feito em regime de PPP ou com subsídio público, como se faz no setor de energia. Para o executivo, o governo precisa se concentrar nos serviços que serão prestados ao cidadão com essa rede de banda larga que está sendo instalada.
Na palestra, ele destacou também o esforço de implementação do backhaul que está sendo levado a todos os municípios brasileiros como parte das metas do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), e arriscou classificar esse esforço como o maior projeto de implantação de rede em curso hoje no mundo. Lembrou também que as concessionárias ainda têm que manter o serviço de telefonia fixa, que consomem, em novos investimentos, R$ 3 bilhões ao ano.

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