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Futurecom
TV por assinatura e banda larga estancaram queda de receitas da rede fixa da Portugal Telecom
quarta-feira, 14 de outubro de 2009 , 18h11 | POR SAMUEL POSSEBON E MARIANA MAZZA

A Portugal Telecom talvez seja um dos melhores exemplos do caminho que as operadoras de telecomunicações estejam adotando para estancar a perda de receitas na rede fixa. Segundo o presidente da operadora, Zeinal Bava, que veio ao Brasil esta semana e falou na sessão de abertura da Futurecom, o caminho da empresa foi investir em TV por assinatura e em banda larga. "Como incumbent, percebemos que era impossível concorrer apenas com preço. Era preciso diversificar", argumentou Bava em relação à nova estratégia, com foco no triple play. Após a adoção dessa estratégia, a Portugal Telecom voltou a ver sua rede fixa crescer em receita e o número de desconexões caiu a um terço do que era antes da estratégia.
A Portugal Telecom está agora dando dois novos passos: a diversificação da rede de fibras e a oferta dos mesmos conteúdos por Internet, TV paga e celular.
A PT comemora o crescimento do interesse em vídeo on demand, que já representa 15% do negócio de TV por assinatura da empresa em seu país de origem. No mercado total de TV paga em Portugal, a PT tem hoje 20% de participação e pretende elevar esse percentual para 50% nos próximos dois ou três anos.
A aposta bem sucedida nos serviços de vídeo foi usada por Bava como argumento para que as teles no Brasil apostem na diversificação de plataformas. Segundo o executivo, o crescimento no novo ramo garantiu uma reversão das perdas registradas com a queda nos serviços de voz, tendência que afeta todas as empresas de telecomunicações no mundo.
A operadora planeja agora a expansão da rede de acesso FTTH e planeja ter, até o final do ano, 30% dos clientes cobertos por esse tipo de acesso. "A TV por assinatura e a banda larga fizeram nossa rentabilidade crescer e isso convenceu os acionistas de que o investimento em fibras valia a pena". Bava disse, durante sua apresentação na Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo, que a Portugal Telecom espera que muito antes de 2018 os usuários já demandem conexões de 1 Gbps, e isso só pode ser entregue com uma rede de acesso óptica.

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