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Satélites
Amazonas decola com 14,5 transponders contratados
terça-feira, 03 de agosto de 2004 , 18h24 | POR REDAÇÃO

O Amazonas, satélite de banda Ku e C da Hispamar que será lançado nesta quarta-feira, 4, já tem 14,5 dos seus 63 transponders comprometidos para futuros clientes. Dessa capacidade já contratada, 12 transponders serão da Telemar, que é acionista da empresa, e os outros 2,5 serão utilizados por empresas cujos nomes ainda não podem ser revelados. O diretor comercial da Hispamar, Christophe Garier, informa apenas que 80% desses 2,5 transponders foram contratados por empresas brasileiras, algumas da área de TV.
A expectativa da companhia é de que em dezembro 25% da capacidade do satélite esteja ocupada. Dentro em três anos, espera-se que esse percentual alcance entre 80% e 90%, quando o faturamento da empresa atingirá algo entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões/ano. Metade da capacidade deverá ser vendida no mercado nacional. O restante se concentrará nas Américas.
Segundo Luiz Francisco Perrone, presidente do conselho da Hispamar, os mercados na mira da empresa serão: redes de TV, telefonia fixa/móvel, grandes corporações e serviços de banda larga. As vendas serão feitas por parceiros, dentre os quais a Telemar. ?Temos um sistema mais moderno que os concorrentes e oferecemos banda KU?, destaca o executivo.

Lançamento

O Amazonas será lançado da base de Baikonour, no Cazaquistão, às 19h32 (horário de Brasília), nesta quarta-feira, 4. O foguete, um Proton M / Breeze M, levará nove horas para pôr o satélite em órbita. Depois disso, serão necessários mais dez dias de ajustes de posicionamento e trajetória de órbita.
O Amazonas ficará na posição orbital brasileira de 61 graus Oeste a uma altura de 36 mil km. Seu tempo de vida estimado é de 15 anos.
O projeto consumiu investimentos da ordem de US$ 320 milhões ao longo dos últimos quatro anos. Desse total, US$ 210 milhões foram destinados à construção e ao lançamento do Amazonas; US$ 40 milhões às licenças, à engenharia e aos custos capitalizados; US$ 50 milhões ao seguro; e US$ 20 milhões à construção dos centros de controle.
Segundo Perrone, a estratégia da Hispamar é a de ?esquentar suas posições orbitais?, leia-se: colocar o máximo de satélites em cada uma. Isso significa que, de acordo com a velocidade de ocupação do Amazonas, a empresa começará a planejar o lançamento de um novo satélite para a posição 61 graus Oeste.

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