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Balanço
Telemig Celular registra lucro de R$ 39,7 milhões no trimestre
sexta-feira, 30 de julho de 2004 , 11h24 | POR REDAÇÃO

A Telemig Celular registrou lucro líquido de R$ 39,7 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 21,3% em relação aos R$ 32,7 milhões dos primeiros três meses do ano. Entretanto, se comparado ao segundo trimestre do ano passado, o lucro líquido foi reduzido em 12,9%, isto é, em mais de R$ 5,8 milhões. A justificativa do presidente da Telemig Celular, João Cox, é o superaquecimento do mercado. ?A forte disputa entre as operadoras pela aquisição de novos clientes para as suas bases traz como conseqüência margens menores?. As despesas com vendas e marketing somaram R$ 39,6 milhões neste trimestre, que agrega duas das mais importantes datas do comércio: ?Dia das Mães? e ?Dia dos Namorados?.
A receita líquida no segundo trimestre foi de R$ 304,8 milhões, o que representa um crescimento de 5,5% em comparação com o trimestre anterior (R$ 288,9 milhões) e de 16% frente ao mesmo período de 2003 (R$ 262,9 milhões).
O Ebitda do grupo foi de R$ 124,887 milhões, 7,4% menor do que os R$ 134,928 milhões alcançados no primeiro trimestre do ano; margens de 45% e 50%, respectivamente. A Telemig Celular encerrou o semestre com mais de 2,5 milhões de clientes em sua base, dos quais 71% são usuários pré-pagos.

Dívida negativa

A empresa somava ao final de junho uma dívida total de R$ 660,7 milhões, 87% em moeda estrangeira (58% protegida por operações de hedge). Entretanto, de acordo com dados do balanço da empresa, os recursos disponíveis em caixa (R$ 914,1 milhões) somados às contas a receber de operações de hedge (R$ 58,7 milhões) resultam em uma dívida líquida negativa de R$ 312,1 milhões.
Já a Tele Norte Celular Participações, holding da Amazônia Celular, apresentou prejuízo líquido de R$ 5,65 milhões, uma diferença de 527,4% em relação ao lucro de R$ 1,322 milhão do primeiro trimestre de 2004. A receita líquida foi de R$ 131,2 milhões, 2,1% maior que o trimestre anterior. O Ebitda ficou em R$ 29,385 milhões, redução de 21% em relação ao primeiro trimestre do ano. A empresa encerrou o trimestre com 1,073 milhão de clientes. Embora tenha apresentado adições líquidas positivas (mais de 51 mil), o número de clientes pós-pagos caiu 1,47%, encerrando o semestre com 26% da base total. A inadimplência aumentou de 4,2% para 5,5% sobre a receita líquida de serviço no período e a provisão para devedores duvidosos cresceu 34%, ficando em cerca de R$ 6,5 milhões.

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