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Consolidações
Nos EUA, AT&T e MCI ficam sob holofotes
quarta-feira, 28 de julho de 2004 , 20h47 | POR REDAÇÃO

Ex-executivos da AT&T Corporation estão trabalhando com a Kohlberg, Kravis, Robert & Company (KKR), uma influente operadora de investimentos, para a aquisição, em bolsa, do controle da operadora de longa distância. É o chamado takeover. O valor de mercado da AT&T é, no momento, de algo em torno de US$ 11 bilhões.
Esta não seria, no entanto, a única possibilidade de mudança no mercado de telecomunicações dos Estados Unidos. A empresa de private equity Leucadia National Corporation já anunciou que está planejando buscar a aprovação das autoridades reguladoras para a aquisição de pelo menos metade da MCI. Por enquanto, porém, não há compromisso.

Aquisição inevitável

Sejam ou não concretizadas as operações com a KKR e a Leucadia, o fato é que as duas empresas, segundo analistas citados pela CNNMoney, estão bastante vulneráveis a um takeover. É uma questão de tempo.
Primeiro, porque, os preços das ações tiveram quedas espetaculares nos últimos anos. Depois, porque a AT&T e a MCI não parecem ter muito futuro isoladas e sem capital para pesados investimentos. Da telefonia local, praticamente, caíram fora, devido às mudanças quase certas no marco regulatório do setor (fim das tarifas especiais), o que inviabilizará o aluguel de redes de terceiros (unbundling). Da telefonia de longa distância, ficam na dependência de recursos para expandir os serviços de voz sobre protocolo de Internet. O que sobra, então, para despertar a cobiça pela AT&T e a MCI?
O que ainda atrai nessa empresas é exatamente o mesmo motivo que levou as três maiores operadoras brasileiras de telefonia fixa (Telefônica, Telemar e Brasil Telecom) a uma luta desesperada (e frustrada) para adquirir a Embratel: seu cadastro de clientes corporativos. A AT&T e a MCI dominam o mercado de comunicações das empresas, com oferta global de serviços de rede de alta velocidade, produtos sofisticados e consultoria para a montagem de sistemas. As incumbents locais não chegam lá. Elas não conseguem montar negócios corporativos na velocidade requerida e com as tarifas praticadas pelas duas empresas de longa distância.

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Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

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