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Interconexão
Para Embratel, fim do cartel pode flexibilizar posição das fixas
segunda-feira, 21 de junho de 2004 , 17h50 | POR REDAÇÃO

A recente denúncia feita pela Embratel de prática de cartel por parte das operadoras fixas poderá flexibilizar um pouco a livre negociação de tarifas de interconexão com as demais teles, a partir de julho. ?Talvez as fixas comecem a pensar mais em fazer negócios do que simplesmente tirar o concorrente do mercado. Imagino que com o fim do cartel terão que competir.? A opinião é do diretor de regulamentação e interconexão da Embratel, José Roberto de Souza Pinto, que espera uma longa negociação e está confiante de que haverá isonomia. Como os acordos serão sempre entre duas operadoras, as mesmas condições acertadas para uma delas terá de ser concedida para as outras, diz o diretor. Não se pode esquecer também que a Embratel agora tem a Vésper sob seu controle e que terá de negociar condições para si e para a sua fixa, presente em São Paulo e em mais 16 Estados. E ainda as duas operadoras estão sob o mesmo controlador, a Telmex, que tem a Claro como seu braço móvel, mas um elemento para a mesa de negociação.
A Embratel tem se mostrado cautelosa em torno do assunto, que é delicado e alvo de discussões há anos. Agora, enquanto as celulares se recusam a reduzir as tarifas de interconexão, as fixas querem pagar menos. Para o diretor da Embratel, a dona da rede usa esta infra-estrutura como vantagem ?que prejudica a competição e gera subsídio cruzado que é danoso para o ambiente copetitivo.? Com tal diferença entre o custo e o valor será difícil as teles chegarem a uma conclusão, opina o executivo: ?Será quase impossível sem a arbitragem da Anatel.?

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