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Exportações
Fabricantes brasileiros retomam vendas no exterior
quarta-feira, 16 de junho de 2004 , 18h20 | POR FERNANDA PRESSINOTT

As exportações brasileiras no setor de telecomunicações móveis ensaiam uma retomada. Embora os números ainda não sejam grandes, as expectativas são animadoras. A Siemens Brasil, por exemplo, exportou somente em maio último US$ 4 milhões em aparelhos GSM, principalmente para a Argentina. É o primeiro mês em que a empresa exporta terminais móveis desde que iniciaou a fabricação no Brasil, há um ano e meio. As expectativas até o final do ano são de exportar US$ 66 milhões entre handsets fixos e móveis e equipamentos de rede. Isso significa um terço do montante total de US$ 200 milhões de exportações da companhia, previsto para o final do ano, englobando todos os setores onde a Siemens atua.
Os países da América Latina são os primeiros a receberem os terminais da Siemens Brasil, mas outras regiões também absorverão a produção local, assim que a nova fábrica da empresa, em Manaus, entrar em operação no início de 2005. Segundo a empresa, o investimento nessa fábrica (US$ 40 milhões) permitirá triplicar o volume de celulares produzidos pela Siemens no País.

Infra-estrutura

A subsidiária brasileira da Ericsson também anunciou nesta quarta, 16, seu primeiro contrato de exportações depois de praticamente um ano sem vender para o exterior. O valor do contrato é de US$ 40 milhões para fornecimento de soluções de infra-estrutura para a operadora de telefonia celular Unitel, de Angola. O negócio envolve o embarque, a partir da planta industrial de São José dos Campos (SP), de equipamentos de transmissão, ampliação de capacidade das ERBs e switching baseados nas tecnologias GSM e GPRS. O primeiro lote, com 40 toneladas de produtos, foi despachado no dia 29 de maio. Segundo o vice-presidente industrial da companhia, Wellington Castro, o contrato firmado com a Unitel representará aproximadamente 50% das exportações da companhia.
A estrutura financeira do contrato envolveu o Banco Central angolano, o Banco de Fomento de Angola e, do lado brasileiro, o Banco do Brasil e a Apex (Agência de Promoção de Exportações), do MDIC. O diretor financeiro da Ericsson Brasil, Alfredo Benito, conta que representantes da empresa se reuniram com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, para expor os planos de retomada das exportações e os mecanismos de financiamento. Como resultado, a operação contou com uma linha do Proex (programa de financiamento às exportações).
Em 2003, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica (Abinee), o mercado de telecomunicações brasileiro exportou US$ 1,3 bilhão, sendo US$ 1,1 bilhão proveniente de aparelhos celulares e mais de US$ 148 milhões de componentes de telefonia.

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