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Família motivou decisão de sair da agência, diz Valente
sexta-feira, 04 de junho de 2004 , 17h47 | POR REDAÇÃO

O vice-presidente da Anatel, Antônio Carlos Valente, anunciou na tarde desta sexta , 4, sua saída da Anatel, ?79 meses? após ter assumido o cargo de conselheiro. De acordo com o conselheiro demissionário, o que mais pesou em sua decisão foi a necessidade de se dedicar à família: ?Dos nove anos que estou em Brasília (além da Anatel, Valente trabalhou na Telebrás e no Minicom), minha família esteve comigo apenas dois anos e meio?, afirmou. Valente disse que vai cumprir a quarentena e enquanto isso avaliará o que fazer, já que, segundo ele, não tem em vista nenhuma ocupação em empresas de telecomunicações ou trabalho em consultoria.
A decisão, tomada há algum tempo, de acordo com Valente, foi transmitida esta semana ao ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira, a quem ele confiou sua carta de demissão para encaminhamento ao Presidente da República. Segundo afirmou, o ministro compreendeu seus motivos, ?até porque é um homem público e sabe das dificuldades para trabalhar longe da família?.

Sem tensões

Sobre o fato de ter deixado a agência cinco meses antes do final do mandato, Valente afirmou que só sai da Anatel por saber que a agência está em boas mãos. Se não tivesse esta certeza, disse, sua decisão seria de permanecer no cargo, como aconteceu em outras ocasiões, sem especificar quais foram. Pessoas próximas ao conselheiro revelam que tais ocasiões teriam sido as duas vezes em que foi preterido para o cargo de presidente da agência (na saída de Renato Guerreiro e na saída de Luiz Guilherme Schymura). De qualquer forma, só agora, no momento em que anuncia sua renúncia, o ex-conselheiro admite publicamente que chegou a pensar em sair da Anatel.
Durante o mandato de Schymura, Valente destacou-se pela ação internacional, tendo assumido a presidência do Regulatel (entidade que reúne os órgãos reguladores da América Latina) e agindo em nome da Anatel de forma incisiva na articulação com os órgãos reguladores dos países de fala portuguesa, especialmente na África.
Segundo ele, não havia dificuldades para exercer seu mandato de conselheiro, e sua decisão também não está vinculada às mudanças que o governo deverá realizar nas agências reguladoras. De fato, desde que o projeto foi colocado em consulta pública, e especialmente após seu encaminhamento ao Congresso Nacional, Valente não manifestou nenhuma contrariedade em relação à proposta.

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