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Telefonia móvel
Qual o limite do mercado celular no Brasil? Apostas divergem
segunda-feira, 31 de Maio de 2004 , 14h18 | POR REDAÇÃO

Em quatro anos o Brasil irá mais que dobrar sua base de assinantes de telefonia móvel, alcançando em dezembro de 2008 a marca de 101 milhões de linhas celulares, de acordo com estudo da EMC. A região da Telemar continuará sendo o principal mercado, com 46 milhões de usuários, enquanto as regiões II (Brasil Telecom) e III (Telefônica) estarão praticamente empatadas com 27 e 28 milhões, respectivamente.
Não é, contudo, a avaliação que algumas grandes operadoras estão fazendo. Para pelo menos uma delas, que informalmente expressou suas previsões a TELETIME News, o mercado de telefonia celular no Brasil terá apenas mais um salto significativo, que será o Natal deste ano, tendendo depois à estabilização. A razão é simples: renda. Hoje, as operadoras de telefonia celular estão chegando ao limite daquilo que o usuário aceita pagar por um serviço de telecomunicações. O orçamento familiar destinado a outras atividades inclusive está sendo consumido pelas despesas com telefonia móvel, o que indica que não há mais tanto espaço de crescimento como se imagina.
O estudo da EMC, inclusive, mostra a desaceleração no crescimento anual da base. Mas prevê que em dezembro de 2004 haverá 62 milhões de assinantes no Brasil, o que representará um aumento de aproximadamente 35% em 12 meses. Já em 2009, último ano da projeção, o crescimento em relação a 2008 será de apenas 5%, atingindo a marca de 106 milhões de usuários.
O estudo não prevê como ficará a proporção entre clientes de planos pré e pós-pagos, que hoje é de 76% e 24%, respectivamente. Como atenuante para a tendência de aumento da proporção da base pré-paga, a analista de telecomunicações para a América Latina da EMC, Ana Hermoso, lembra que muitos dos usuários de telefones pré-pagos hoje são jovens que, mais tarde, migrarão para planos pós-pagos.

Consolidação

Na opinião da analista, em 2006 a consolidação do mercado brasileiro de telefonia móvel terá avançado ainda mais, reduzindo para três ou quatro o número de operadoras celulares atuando no País.
Ela não acredita que novos grupos estrangeiros participarão da licitação da 3G no Brasil, como Hutchison e Vodafone. "Há uma tendência mundial de consolidações regionais. As operadoras não estão interessadas agora em adentrar novos mercados. Os participantes da licitação de 3G no Brasil serão, provavelmente, os mesmos grupos que já atuam no País", explicou Ana.

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