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Alcatel estuda produzir celulares no País com a chinesa TCL
quarta-feira, 26 de Maio de 2004 , 16h48 | POR REDAÇÃO

A Alcatel e a fabricante chinesa de celulares TCL estudam a possibilidade de incluir o Brasil na lista de países onde produzirão terminais móveis, dentro da estratégia global da joint venture criada pelas duas empresas em abril último. Segundo o presidente da Alcatel do Brasil, Jonio Foigel, uma missão conjunta da Alcatel e TCL virá ao País na próxima semana para analisar as condições de mercado e indústria local para a eventual instalação de uma plataforma de produção no Brasil. Foigel considera boas as chances de que a joint venture opte pela fabricação local, que deverá ser terceirizada.
Segunda maior fabricante de celulares na China, com venda de 10 milhões de aparelhos no ano passado nos padrões GSM e CDMA, a TCL é também uma das maiores fornecedoras mundiais de produtos eletrônicos de massa, com destaque para monitores de vídeo. Se eventualmente vier para o Brasil, irá abastecer o mercado brasileiro também com estes produtos, observa Foigel.
De acordo com o presidente da Alcatel do Brasil, a parceria com a TCL (com 45% de participação da Alcatel e 55% da TCL) foi motivada pela necessidade da empresa francesa de alcançar escala e capacidade de renovação de linha compatível com as oferecidas pelos maiores concorrentes deste mercado.
Além dos celulares, a Alcatel pretende também passar a produzir equipamentos de rádio no Brasil.

ERBs

A Alcatel inicia este ano a produção nacional de estações radiobase (ERBs) no Brasil, terceirizada junto à Sanmina, sediada em Hortolância (SP). Para a montagem da plataforma de produção foram investidos US$ 600 mil, com a previsão de alocar mais US$ 2 milhões no segundo semestre, para atingir um índice de nacionalização dos produtos próximo a 100%.
A Alcatel está presente nas redes GSM da Claro e Oi, além de contar com a possibilidade de entrar também na rede da Brasil Telecom. Foigel nega que já tenha contrato com esta última empresa, embora no mercado haja informações de que a Alcatel venha respondendo pela instalação de ERBs da nova rede.
Nas redes fixas, a empresa francesa aposta principalmente no crescimento da base de banda larga, especialmente no ADSL. A Alcatel contribui com a fatia de 60% deste mercado.
A Alcatel do Brasil obteve receita líquida de R$ 667 milhões em 2003, ou 20% a menos que no exercício anterior. A empresa foi bastante penalizada especialmente com financiamentos não resgatados a diferentes redes no País, explica Foigel. Porém, segundo ele, no ano passado o lucro líquido negativo foi de R$ 9 milhões, uma evolução de 90% em relação a prejuízo de R$ 91 milhões alcançado em 2002.

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