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Analistas questionam: por que Telemar vendeu o iG?
quarta-feira, 19 de Maio de 2004 , 20h44 | POR REDAÇÃO

Alguns analistas de investimentos ouvidos por esse noticiário consideraram, a princípio, positiva para a Brasil Telecom a compra da iG. O que não entendem é por que a Telemar abriu mão do negócio, que gera um volume tão expressivo de tráfego para a sua própria rede.
A partir dessa dúvida é que começaram as especulações e rumores de que a transferência da provedora de Internet poderia ser parte de uma acomodação de interesses entre o Opportunity (acionista da Telemar) e os principais controladores da tele (Andrade Gutierrez, La Fonte e GP).
Convém ponderar, contudo, que a reação dos investidores foi positiva em relação às duas companhias. As ações preferenciais da Brasil Telecom subiram 2,74% (operadora) e 1,98% (holding), enquanto as da Telemar tiveram alta de 2,56% (operadora) e 1,02% (holding).
Em princípio, a aquisição da iG por US$ 100,75 milhões pode ser considerada, segundo alguns profissionais do mercado, um bom negócio. Principalmente pelo volume de tráfego (que se traduz em receita de interconexão) que pode chegar este ano a R$ 917 milhões quando somadas as operações do iG e do iBest. Mesmo considerando uma redução nesse valor de cerca de 15% em função de novas regras de interconexão, o total seria interessante. E se os números do iG (que não são auditados) estiverem corretos, com a compra, a Brasil Telecom pode incorporar uma receita consolidada de R$ 234 milhões.

Telemar

Mas se é tão bom negócio, por que a Telemar abre mão dele? A Telemar não está falando sobre o assunto no momento, segundo um funcionário da área de relações com o mercado da empresa. Ele apenas adiantou que a venda não significa, de forma alguma, um descarte de atuação na Internet. ?O que ocorre é que estamos olhando para outras possibilidades?. TELETIME News ouviu de analistas geralmente bem informados dois tipos de especulações a respeito do negócio: 1) A primeira hipótese é de que a venda da iG bem poderia ser parte de um acordo para uma futura saída do Opportunity da Telemar. Como se sabe, o grupo detém cerca de 13% do capital votante, adquirido da Inepar, sem que possa, no entanto, participar legalmente do grupo de controle; 2) A Brasil Telecom e a Telemar poderiam estabelecer um acordo pelo qual ficaria mantida parte das operações, metade por exemplo, com a Telemar, dividindo o tráfego gerado.

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