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Compra do iG
Entidades divergem sobre risco de concentração de mercado
quarta-feira, 05 de Maio de 2004 , 17h03 | POR REDAÇÃO

As duas maiores entidades representativas dos provedores de Internet, Abranet e Internet Brasil, manifestam posições opostas quanto aos possíveis efeitos da compra do controle do iG, o maior provedor gratuito do País, pela Brasil Telecom. A aquisição, que é dada como certa no mercado, segundo a CEO da concessionária, Carla Cico, encontra-se ainda em fase de negociações. Enquanto o presidente da Abranet, Cássio Vecchiatti, diz que a compra não afeta em nada o segmento de provedores pagos, para o presidente da Internet Brasil (e também ex-presidente da Abranet), Roque Abdo, o negócio pode significar o agravamento do problema da concentração do controle do acesso discado nas mãos das teles.
?Qualquer empresa privada pode comprar outra empresa desde que seja um processo legal?, afirma Vecchiatti. Segundo ele, ?a não ser que surjam novos fatos?, o segmento dos provedores pagos não será prejudicado porque foi verificado que com a entrada do provedor gratuito da Telefônica (iTelefônica) pouca coisa mudou em relação à migração (churn) dos assinantes pagos para o acesso gratuito. Vecchiatti diz que a Abranet obteve recentemente da Telefônica isonomia no custo dos acessos dos seus provedores em relação aos preços praticados pela operadora junto ao iTelefônica.
O presidente da Abranet afirma ainda que o que não pode acontecer é uma transação entre empresas do mesmo grupo. A Telemar e a BrT têm como acionista em comum o Opportunity. ?Quem tem que prestar contas disso são os acionistas das operadoras?, afirma Vecchiatti. A Abranet tem mais de 300 associados em todo o País, entre os quais, o iBest (provedor gratuito da BrT) e o próprio iG.

Risco de duopólio

Em sentido contrário, Abdo, da Internet Brasil, diz que a compra do iG pela BrT, se confirmada, prejudicará a concorrência pois uma mesma operadora poderá dominar o mercado de acesso discado não mais apenas em sua respectiva área de concessão, como vem acontecendo, mas em duas áreas. Poderá ser formado, portanto um duopólio, com a Telefônica e seu iTelefônica em São Paulo, e a Brasil Telecom com o iBest e o iG no restante do País.

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