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Bolsa de valores
Desempenho fraco não afeta ações da Embratel
quarta-feira, 05 de Maio de 2004 , 19h55 | POR REDAÇÃO

A performance relativamente mais fraca da Embratel no primeiro trimestre acabou não afetando de forma expressiva nem as perspectivas futuras (aliás, mais positivas) imaginadas pelos analistas, nem a disposição dos investidores de comprar seus papéis. As ações preferenciais (PN), oscilaram muito entre uma alta e uma queda de 0,57%, fechando finalmente em R$ 8,7 nesta quarta, dia 5. E o preço-alvo estimado pela Fator Corretora manteve-se em R$ 14,39, com potencial de valorização de 63,5% em 12 meses.
O otimismo de alguns analistas é gerado menos pelos resultados trimestrais em si ? de resto, em grande parte esperados ? mas pelos sinais emitidos pela telefonia local e Internet.

Perspectiva local

É certo que o lucro líquido ficou em apenas R$ 4,61 milhões (queda de 56,8% em relação ao trimestre anterior), principalmente devido à piora do desempenho financeiro. Sem a ajuda de uma valorização do real, o custo subiu para R$ 122,12 milhões).
Mesmo o desempenho operacional não chegou a ser brilhante. Houve queda de receitas tanto na longa distância internacional quanto em dados. O fato, porém, é que, apesar da entrada em cena do SMP, que permitiu ao usuário de telefones celulares a escolha do operador de longa distância, a Embratel continuou dona deste mercado. E mais: com a Vésper sob seu controle, o faturamento com o serviço local teve grande aumento, passando de R$ 9,8 milhões para R$ 136,4 milhões. É de se imaginar para onde isso pode ir com o empurrão da Telmex, a quase nova controladora.
A receita operacional líquida da empresa aumentou somente 10,8% em comparação com o mesmo período de 2003, passando de R$ 1,708 bilhão para R$ 1,882 bilhão. Mesmo assim, o EBITDA, que mede a geração operacional de caixa da empresa, apresentou um aumento de 14,8%, passando de R$ 390,6 milhões no primeiro trimestre de 2003 para R$ 448,3 milhões no mesmo período deste ano. E a margem registrou uma leve alta de 0,9 ponto percentual, passando de 22,9% para 23,8% no mesmo período.

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