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Venda da Embratel
Telefônica explica sua postura na Calais
quinta-feira, 29 de Abril de 2004 , 19h31 | POR RUBENS GLASBERG

Fonte de alto nível da Telefônica garantiu a TELETIME News que durante a negociação para a constituição do consórcio Calais o grupo espanhol exigiu que na partilha dos ativos da Embratel, caso a empresa fosse adquirida, nenhuma das três teles locais ficaria com negócios em sua respectiva área de concessão. A mesma fonte também assegurou que a Telefônica recusou a exigência da Brasil Telecom e Telemar para que não fosse concluída a negociação com a Net Serviços para a acesso via rede de TV a cabo fora do Estado de São Paulo. E mais: garantiu que a Telefônica jamais informou suas ex-parceiras na Calais sobre a existência destas negociações, e não soube através de que meios a BrT e a Telemar tiveram conhecimento do assunto.
Desnecessário dizer que o vazamento das informações sobre estas negociações causou profundo mal-estar na cúpula das Organizações Globo, assim como causaram mal-estar os rumores plantados na imprensa de que o grupo da família Marinho apoiava o consórcio das teles. Rumores estes que, aliás, não foram apenas ventilados na imprensa. Pelo menos dois ministros ouviram, de pessoas ligadas ao consórcio Calais, a afirmação de que a Globo seria contra a Telmex, o que foi posteriormente desmentido pela própria Globo ao governo.
De qualquer maneira, todas estas informações da Telefônica só vão se confirmar se for levado ao conhecimento público o acordo definitivo de acionistas para a formação do consórcio Calais.

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