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Venda da Embratel
Aumento da oferta da Telmex foi para evitar suspeitas
quinta-feira, 22 de Abril de 2004 , 19h26 | POR REDAÇÃO

A nova oferta da Telmex pelo controle da Embratel não teve como objetivo apenas acabar de vez com as pretensões do consórcio Calais formado pelas três operadoras brasileiras de telefonia fixa (Brasil Telecom, Telemar e Telefônica). De acordo com fonte do mercado financeiro que acompanha de perto a operação, a mudança da proposta é resultado da revelação de que o magnata Carlos Slim Hue passou a deter uma posição acionária relevante na MCI depois que esta saiu da concordata.
A mesma fonte acredita que nem seria necessário, em tese, o aumento de US$ 360 milhões para US$ 400 milhões na oferta pelo controle da Embratel, tal é o consenso entre os credores da MCI sobre os riscos regulatórios do consórcio Calais. ?Mesmo com a melhora das garantias para US$ 396 milhões dada pelas operadoras, o negócio não pareceu seguro?, acrescentou. O que teria levado Carlos Slim, então, a aumentar sua oferta?
A resposta, ainda segundo a fonte, estaria na comunicação feita pelo empresário à SEC (CVM norte-americana) de que passou a deter 10% da MCI após a liquidação da concordata anunciada na terça-feira passada (dia 20). Ele tenta afastar suspeitas de que estaria se valendo de sua posição dentro da MCI para forçar a venda da Embratel para seu próprio grupo em condições mais vantajosas. Outra evidência que ajuda nesta análise é o fato de que, mesmo livre das regras do Chapter 11, a MCI decidiu manter na corte de falências de Nova York a decisão final sobre a venda da Embratel.

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