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Venda da Embratel
Para Animec, oferta da Calais aumentaria ON em R$ 7,00
quarta-feira, 14 de Abril de 2004 , 17h52 | POR REDAÇÃO

Para o presidente da Animec, Waldir Luiz Corrêa, é espantoso que a MCI tenha aceitado receber US$ 190 milhões a menos pela Embratel apenas diante de um possível risco regulatório. Segundo ele, esta diferença vai implicar para os acionistas minoritários detentores de ações ordinárias a perda de R$ 7,00 por ação, caso eles se interessem em vender suas ações ao novo controlador, conforme permite a lei (o novo controlador se obriga a oferecer para comprar suas ações por 80% do valor pago ao antigo controlador). Corrêa diz que o mais espantoso é que a própria MCI não tenha usado o valor oferecido pelo consórcio Calais para conseguir um melhor preço por parte da Telmex. Correa, contudo, não se manifestou sobre as ações preferenciais da Embratel, que sofrem queda toda vez que a possibilidade de compra da tele pelo consórcio Calais aumenta. A lógica da queda na cotação das preferenciais é simples: a Calais já disse que vai desmembrar a Embratel e dar a unidade de transmissão de dados (mais lucrativa) para as teles fixas. No longo prazo, apostam os preferencialistas, a Embratel se tornaria inviável.
Independente disso, a Animec pretende pressionar o governo brasileiro ?para que exija que a venda seja feita para o controlador que ofereça o maior valor, evitando assim que os minoritários percam na transação?. Waldir Luiz Corrêa falou aos senadores da Comissão de Fiscalização e Controle durante audiência pública sobre a venda da Embratel, realizada nesta quarta feira, 14, em Brasília.

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