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Venda da Embratel
Lessa chama Geodex de "laranja" e aposta em vitória da Calais
quarta-feira, 14 de Abril de 2004 , 16h58 | POR REDAÇÃO

Na avaliação de Carlos Lessa, presidente do BNDES, o consórcio Calais deve vencer a disputa com a Telmex pelo controle da Embratel. A aposta de Lessa está baseada apenas na grande diferença de preço oferecido pelo consórcio em relação à oferta da Telmex e na expectativa de que a justiça norte-americana seja sensível aos argumentos apresentados pelo consórcio.
As declarações do presidente do BNDES foram feitas aos senadores da Comissão de Fiscalização e Controle durante audiência pública realizada nesta quarta, 14, em Brasília, da qual participaram ainda o presidente da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, e o presidente da Animec, Waldir Luiz Corrêa.

Laranja das teles

Ao responder as indagações do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), o presidente do BNDES provocou espanto ao declarar que a Geodex, empresa que controla o consórcio Calais, da qual participam com ações preferenciais as três teles fixas, é na verdade uma espécie de laranja das teles: ?a figura da Geodex é provisória e se o consórcio ganhar, ela vai desaparecer, e o controle será das três operadoras, que já mandaram oferecer 40% do controle ao BNDES?. Diante de sua declaração, o senador sergipano perguntou a Carlos Lessa: ?Então tem laranja nesse processo??. ?É provável?, respondeu Lessa, corrigindo-se a seguir sob a afirmação de que na verdade, a Geodex não seria exatamente laranja, segundo termo usado na linguagem policial, ou "um sujeito bobo que empresta seu nome para negócios escusos". Ele diz que quis dizer que a empresa seria, "um veículo utilizado por engenheiros de administração para controlar outra de forma a permitir que detendo apenas um pequeno percentual do capital, ela consiga controlar outra empresa grande, montando-se um grande edifício com estes veículos?.
A explicação levou o senador Antonio Carlos Valadares a dizer: ?seria então Cayman um, Cayman dois, Ilhas Virgens quatro, e assim por diante…?. O presidente do BNDES esclareceu então que devido a este tipo de engenharia praticada pelas empresas, atualmente o BNDES está exigindo fiança diretamente da matriz e não das empresas ?veículos?.
A composição acionária da Geodex, conforme já foi noticiado por TELETIME News, é confusa e aparece, em documentos oficiais diferentes, de forma diferente, não sendo possível afirmar qual é a correta.
Vale lembrar que a Telemar tem como acionista o próprio BNDES, com 25% de suas ações.

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