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Venda da Embratel
Calais faz sua quarta proposta. Processo ficaria indefinido até 2005
quarta-feira, 07 de Abril de 2004 , 16h06 | POR REDAÇÃO

O consórcio Calais Participações, por meio do qual as teles fixas e a Geodex pretendem comprar a Embratel, anunciou nesta quarta, dia 7, uma nova proposta encaminhado à WorldCom (MCI). É a quarta oferta diferente desde o dia 12 de março, quando o prazo para recebimentos das condições se encerrou.
Pela nova proposta entregue pela Calais, a Worldcom aceitaria a oferta de US$ 550 milhões, dos quais US$ 50 milhões serão pagos à vista. O restante só será pago se houver aprovação regulatória das autoridades brasileiras. Caso não haja aprovação regulatória até o dia 9 de julho de 2005, a WorldCom abriria então, novamente, o processo de venda da Embratel. Se nesse processo de venda receber menos do que US$ 360 milhões, a Calais diz que cobre a diferença, desde que algumas condições sejam atendidas nesse período.
Entre as condições está a obrigação do comando da WorldCom de fazer com que os diretores da Embratel não se oponham à transação. A Embratel também não pode tomar nenhuma atitude que prejudique materialmente o valor de suas ações. Além disso, o início de um novo processo de seleção do comprador no caso de a Calais não obter a aprovação regulatória dependerá do sinal verde da Calais para acontecer antes de 9 de julho de 2005, e precisaria acontecer em até um ano. Ou seja, o processo de venda da Embratel ficaria na prática indefinido até pelo menos o meio do ano que vem. Caso as condições impostas pela Calais não sejam cumpridas, a WorldCom tem que devolver os US$ 50 milhões, mas as condições impostas pela Calais podem ser "discutidas" em caso de assinatura de carta de entendimento. Esses são os termos de correspondência enviada pela Calais ao sr. Jonathan Crane, vice-presidente executivo de estratégia da WorldCom, com cópia para Arthur J. Gonzales, juiz responsável pela análise do processo de Chapter 11 na Corte de Nova York.
Na carta, a Calais faz duras críticas à diretoria da Embratel, dizendo que os executivos da empresa fizeram "falsas e inflamadas declarações" e que trabalharam para "sabotar" a participação da Calais no processo. A Calais repete ainda que entregou seis declarações de especialistas no assunto atestando a consistência e a viabilidade regulatória da sua proposta. Cinco são advogados ligados às teles patrocinadoras da Calais e o outro é Renato Guerreiro, ex-presidente da Anatel.
A íntegra da cata da Calais à WorldCom está disponível para download em www.teletime.com.br/arquivos/carta_calais.doc .

Release

No release à imprensa, a Calais diz que para a compra de sua subsidiária Embratel Participações, mantém a oferta de US$ 550 milhões, só que desta vez garantindo o recebimento pela empresa americana de um valor mínimo de US$ 360 milhões no caso de a operação de compra pelo grupo não ser aprovada pelas autoridades reguladoras brasileiras. O valor é o mesmo oferecido na proposta vencedora da disputa, feita pela Telmex, que se encontra agora em análise na corte de falências dos Estados Unidos.
A nova oferta foi feita pela Calais, segundo o próprio consórcio, como um meio de demonstrar sua confiança de que não haverá impedimento regulatório para que venha adquirir a Embratel, segundo o modelo planejado para a aquisição. As teles pretendem dividir a empresa, ficando com seus clientes corporativos e deixando o controle da concessão de longa distância com a Geodex.

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