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Cresce importância da assinatura na receita das teles
quinta-feira, 01 de Abril de 2004 , 17h32 | POR REDAÇÃO

O peso das assinaturas no faturamento das teles fixas vem aumentando nos últimos anos, em detrimento dos pulsos, segundo relatório divulgado pela Teleco, grupo de profissionais dedicados ao ensino e estudos de telecomunicações. O estudo aponta que na receita bruta com ligações locais entre terminais fixos das três grandes teles (Telefônica, Telemar e Brasil Telecom), a assinatura elevou sua participação de 55% (sobre um total de R$ 11,8 bilhões) para 63% (sobre R$ 19,9 bilhões) entre 2000 e 2003. O serviço local na rede fixa manteve-se estável em cerca de 45% da receita total das teles nos últimos três anos. Em 2003, as três fixas atingiram uma receita total bruta de R$ 45,278 bilhões.
Os dados reunidos pela Teleco também apontam tendência de perda de margens de receita para as móveis. Se por um lado a fatia referente à receita com uso de rede das fixas (que inclui a tarifa de uso pelas operadoras móveis e de longa distância) caiu de 11% para 7%, a proporção relativa à receita com ligações de telefones fixos para móveis manteve-se praticamente estabilizada em 21%.
Por fim, o estudo da Teleco revela que receita bruta real (com base no IPCA) das três operadoras fixas e também da Embratel vem caindo nos últimos três anos, ante um aumento das receitas das operadoras móveis. De uma evolução de 25% alcançada em 2001, a receita das fixas, de R$ 54 bilhões em 2003, passou a apresentar queda de 5% no ano passado em relação ao exercício anterior. Já as celulares tiveram um aumento de receita de 6% para 15%, fechando 2003 com R$ 28 bilhões.
A partir destes resultados, é possível prever que as fixas não abrirão mão facilmente de aumentos reais das tarifas de interconexão de uso de suas redes pelas operadoras móveis, especialmente considerando-se a tendência de elevação da já grande participação dos pré-pagos (deve chegar a 80% de toda a base de móveis até o final de 2004). Pode-se entender também porque as fixas se empenham tanto em comprar a Embratel, já que com isso aumentariam de um momento para outro o peso do tráfego de dados e dos serviços corporativos, diminuindo a dependência dos serviços locais, que tendem a ser tomados em grande parte pelas operadoras móveis. De acordo com o diretor-presidente da Teleco, Eduardo Tude, no Brasil os celulares pré-pagos deverão ocupar 90% da base total, em índice semelhante ao do México. E cada vez mais usuários vão preferir manter apenas linhas móveis pré-pagas em suas residências, dispensando as fixas e, consequentemente, o pagamento de assinaturas.

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