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Mercado de ações
Embratel continua promissora na Bolsa
quarta-feira, 17 de Março de 2004 , 19h27 | POR REDAÇÃO

Alguns analistas de mercado ouvidos por TELETIME News acreditam que os investidores estão agora exagerando no otimismo em relação às ações preferenciais (PN) da Embratel, repetindo o mesmo erro de medida em relação às ações ordinárias (ON) às vésperas da decisão da norte-americana MCI de vender o controle da Embratel para a mexicana Telmex. De fato, os investidores estão imaginando agora que o novo controlador irá partir para a compra total da companhia, abrindo espaço para uma valorização mais forte dos papéis sem direito a voto. Profissionais que acompanham mais de perto a Telmex acham esta hipótese pouco provável, pelo menos no curto prazo. Mas atenção: quem enxerga a Embratel como uma fonte futura de valorização pode se dar bem, a começar pela possibilidade de melhora de seu desempenho financeiro. Na troca de mãos da MCI para a Telmex, a empresa brasileira vai poder contar com um corte substantivo nos juros pagos por empréstimos externos.

Ilusão do tag along

Como é sabido, no dia em que seria anunciada a decisão, sexta-feira passada (12), os investidores correram para trocar ações PN por ON, para ter o direito de tag along (80% do valor pago pelo novo controlador na aquisição). O resultado foi uma espetacular alta de 23% das ordinárias ON (EBTP3), que chegaram a bater R$ 16,00, e uma queda de 14%, cotada a R$ 7,50.
A desilusão chegou quando se informou que o negócio foi feito por US$ 360 milhões (e não por US$ 500 milhões como circulava falsamente pelo mercado) que implicava em um prêmio por ON de apenas 3%, ou R$ 16,49 por lote de mil. Para o minoritário portador de ações ordinárias, o valor estimado, então, seria de R$ 13,19 por lote. Quem entrou na pressa de ganhar na última hora, vai arcar com um prejuízo superior a 17%.
Do dia 12 para cá, a perda chega perto de 27%, já que o papel EBTP3 fechou nesta quarta-feira, 17, cotado a R$ 11,74.
Muitos investidores passaram a ser torcedores passivos de uma reversão do negócio na Justiça. Mas já não há analista que alimente seus clientes com essa expectativa. Em primeiro lugar, porque a Corte Federal de Falências que preside o processo de reestruturação da MCI não tem qualquer regra sobre a forma e o preço de venda. Depois, a venda já foi aprovada tanto pelo Conselho de Administração da MCI como pelo seu Comitê Oficial de Credores. Finalmente, porque há um entendimento geral do mercado norte-americano de que a eventual escolha do consórcio Telefônica/Telemar/Brasil Telecom seria amplamente considerado monopolístico, portanto contestado tanto por autoridades brasileiras quanto dos Estados Unidos. A proposta de US$ 550 milhões supostamente feita pelo consórcio implicaria um risco, enquanto a da Telmex é dinheiro em caixa. TELETIME News apurou que a Anatel e o Cade, com apoio dos Ministérios das Comunicações, Justiça e da Casa Civil barrariam o negócio.

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Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

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