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Consolidações de papéis são desafio para celulares
quarta-feira, 17 de Março de 2004 , 19h33 | POR REDAÇÃO

Ao contrário do que um grande número de analistas previa, o setor de telecomunicações está tendo, em março, um desempenho abaixo da média de mercado. Enquanto o Ibovespa perdeu, até o dia 16, 4,67%, o Índice de Telecomunicações (Itel) caiu 5,15%. O tumulto causado pela venda da Embratel certamente tem parte nessa diferença.
Várias corretoras, de fato, aumentaram a exposição em telecom justamente porque o setor já vinha sendo muito penalizado. Em fevereiro, como se recorda, a queda do Itel fora de 5,3% contra – 0,4% do Ibovespa. A Espírito Santo, por exemplo, além de aumentar a participação de Telemar, Tele Celular Sul e CRT Celular, incluiu também a Tele Nordeste Celular, controlada pela TIM.

Confusão

A anunciada incorporação da Ambev pela belga Interbrew foi apenas mais um ingrediente no processo de enfraquecimento do mercado de ações preferenciais. De acordo com Victor Martins, do Banco Safra, a aversão por PNs tende a crescer nos próximos meses, inclusive no setor de telecomunicações que tem pelo menos três processos de reestruturação em vista.
Ele considera muito bons os papéis das operadoras controladas pela TIM (Tele Nordeste Celular, Tele Celular Sul e TIM Sul). Mas que opção recomendar a um cliente se não se tem a menor idéia da atuação da companhia: 1) vai abrigar todas as operações, inclusive as de capital fechado (as que já têm tecnologia GSM) sob um mesmo teto? 2) Vai trocar ações da TIM por papéis das operadoras?
A Vivo também tem uma reestruturação pela frente, mas não passou nem pelo primeiro teste, de incorporação completa da TCO pela Telesp Celular. Teste, aliás, que indicou um forte diferencial negativo para os minoritários portadores de ON.
Já em relação à Telemig Celular e Tele Norte Celular, a dúvida é se vai prevalecer a estratégia provável do controlador Opportunity, de incorporá-las à Brasil Telecom mediante troca de ações da BrT por papéis das celulares ? e como imaginar esta hipótese, se o conflito entre acionistas da BrT está se aguçando. Ainda haveria espaço para a sua venda a um terceiro grupo.

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