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Inclusão digital
Consultor defende política de longo prazo
segunda-feira, 15 de Março de 2004 , 15h30 | POR REDAÇÃO

A criação de um serviço para universalizar o acesso à Internet não é exclusividade brasileira. Países como Coréia do Sul, Reino Unido, Austrália e Japão, além da Comunidade Européia, têm políticas de inclusão social e digital há alguns anos. Segundo o presidente da Spectrum Latino América, João Santelli, a diferença é que nesses países, os programas são todos subsidiados largamente pelos governos. O consultor participou hoje, segunda-feira, do 11º Seminário Telecom, em São Paulo.
Segundo Santelli, a estratégia de maior sucesso sem dúvida é a da Coréia do Sul, onde 80% dos domicílios têm acesso em banda larga. O governo sul-coreano, em conjunto com as operadoras Korea Telecom e a Dacom, tem investido em acesso à web desde 1987 e hoje, são atendidas 10.400 escolas públicas com o programa e 100 mil professores são treinados todos os anos para garantir a continuidade do projeto.
A União Européia também iniciou um projeto semelhante há poucos anos, com iniciativas nas áreas de ensino, governo e saúde. O projeto europeu tem metas de universalização e atendimento que devem ser cumpridas por todas as operadoras de telecomunicação da região, por exemplo, até dezembro de 2005, todas as escolas públicas devem estar conectadas à web via banda larga, assim como todos os serviços dos governos têm que estar disponíveis na internet. Os países da União Européia também têm que lançar programas de inclusão digital que envolvam desempregados e jovens, além de metas para regiões remotas. ?De qualquer forma todos os programas são de longo prazo e é isso que devemos fazer, criar políticas de inclusão social, não apenas um serviço?, diz Santelli.

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