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Mercado de capitais
Cantidiano deixa a presidência da CVM
sexta-feira, 12 de Março de 2004 , 13h29 | POR REDAÇÃO

O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira, 12, a indicação ao presidente da República do nome do advogado Marcelo Trindade para o lugar de Luiz Leonardo Cantidiano na presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Também foi indicado o advogado Eli Loria para ocupar uma outra diretoria, que estava vaga.
Trindade atua em um escritório próprio, chamado Trindade & Advogados, e já foi diretor da autarquia. Antes de ser confirmado no cargo, ele terá que passar por uma sabatina no Senado, assim como a indicação de Loria.
Enquanto isso, o diretor Wladimir Castelo Branco segue como presidente interino da entidade ? ele já ocupava a função por causa das férias de Cantidiano.
A mudança na presidência da CVM já era esperada desde o ano passado, com a posse de Lula. Cantidiano foi indicado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e tinha mandato fixo, garantido por lei, até 2007.
O advogado teve, antes de assumir o cargo, relações estreitas com o Opportunity, tendo representado o banco de Daniel Dantas em algumas empresas que investem no setor de telecomunicações. Durante seu mandato como presidente da CVM, o inquérito 08/01 da autarquia, que investiga a possível presença de cotistas brasileiros em um fundo anexo IV gerido pelo Opportunity, não foi concluído. A presença de pessoas residentes no Brasil em um fundo anexo IV é uma grave infração à legislação que regula esse tipo de investimento.
Em nota oficial, Cantidiano comunicou sua saída e disse que voltará à iniciativa privada. Ele é sócio do escritório Motta, Fernandes, Rocha Advogados.
Durante a quarentena pretende dedicar-se à atualização de seu livro de comentários à lei das sociedades por ações.
A nota do ministério da Fazenda diz que Cantidiano saiu a pedido, mas não explica a razão. Ressalta que o ministro Antônio Palocci reuniu-se nesta sexta, 12, com Cantidiano, quando agradeceu a colaboração durante o período de administrações conjuntas. Palocci diz na nota que "compreende as razões pessoais de Cantidiano, que tanto serviços prestou ao Brasil e ao aperfeiçoamento institucional do mercado de capitais".

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