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Competição
Deputado dos EUA pede investigação sobre venda da Embratel para teles
quarta-feira, 10 de Março de 2004 , 19h55 | POR REDAÇÃO

No dia 4 de março, a mesma data em que a Anatel, no Brasil, enviava ofício ao presidente da Embratel, Jorge Rodriguez, autorizando-o a dar prosseguimento ao processo de venda da empresa pela sua controladora, a MCI, nos EUA surgia um movimento contrário.
O deputado democrata pelo Estado de Nova York Gregory W. Meeks encaminhou um pedido formal ao Departamento de Justiça dos EUA (a principal autoridade antitruste local) para que investigue a possibilidade de venda da participação da MCI na Embratel e os riscos concorrenciais dessa ação. O deputado mostra a preocupação que a venda gere monopólio no mercado brasileiro e seja perigosa para os negócios e interesses do Brasil e dos EUA.
O receio central do deputado Meeks é o risco de venda para as três teles locais: Brasil Telecom, Telefônica e Telemar. Segundo a carta do deputado ao Departamento de Justiça a MCI está conversando com o consórcio de maneira conjunta. Segundo as informações do deputado, o consórcio teria um acerto que impediria as teles de, individualmente, disputarem a compra de ações da MCI em qualquer outra empresa. Ou seja, as três teles estariam agindo necessariamente em conjunto. Os riscos inerentes seriam a eliminação da competição por preços e serviços no Brasil e o risco de aumento de tarifas nos serviços entre Brasil e EUA.
Segundo o deputado, a venda para as três teles seria, também, um ato flagrante de hipocrisia, já que é a MCI uma das principais pregadoras da livre concorrência nos EUA. Haveria ainda o risco de a MCI passar a infringir regras da SEC, e se isso acontecesse as conseqüências seriam desastrosas para a empresa e seus executivos. Vale lembrar que os executivos da antiga WorldCom (atual MCI), como parte do processo de investigação por fraudes fiscais, aceitaram acordo com as autoridades norte-americanas para não se colocarem em hipótese alguma em situação de possível ilegalidade.
A carta do deputado não diz se o deputado se manifesta a pedido de alguma parte interessada.

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