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Financiamento
ZTE abre crédito de US$ 500 milhões para operadoras
terça-feira, 02 de Março de 2004 , 18h04 | POR IVONE SANTANA

A ZTE do Brasil acaba de colocar à disposição das operadoras uma linha de crédito de US$ 500 milhões para financiamento de serviços, infra-estrutura, instalação, operação assistida e até mesmo despesas operacionais. Só não serão financiados terminais. Os recursos são liberados pelo banco de desenvolvimento chinês Sinosuri, por intermédio da ZTE, que promete financiar até 100% do projeto de seus clientes. O diretor de desenvolvimento de negócios e assuntos externos da ZTE, Edson Correa de Melo Jr., disse ao TELETIME News que várias operadoras estão analisando projetos com possível uso dessa linha de crédito, e espera que o primeiro deles seja aprovado nos próximos dois meses. Entretanto, não revela as condições do financiamento.
O executivo acredita que está em posição privilegiada em relação a seus concorrentes. A grande maioria ainda carrega os débitos dos clientes financiados durante a privatização das telecomunicações no Brasil e não tem fôlego para oferecer novas linhas de crédito.

Fábrica no Brasil

Esta semana, a empresa anunciará o investimento em uma fábrica no Brasil, seguindo o caminho inverso dos demais fornecedores, que têm sistematicamente terceirizado suas linhas de produção para reduzir custos e se dedicar ao desenvolvimento de produtos. Melo justifica que a fábrica mais próxima do Brasil está localizada no Paquistão, o que inviabiliza determinados projetos devido ao custo de importação, frete e seguro. Ademais, diz que a unidade brasileira atenderá a América Latina e deverá mostrar o comprometimento da empresa com o mercado local. Com isto, procura rebater alfinetadas de concorrentes que acusam a empresa de oportunismo e prática de preços predatórios. ?Não vim aqui para testar produto, vamos fazer pesquisa e desenvolvimento?, garante Melo. O objetivo é aliar produção própria com terceirização e importação, respeitando o processo produtivo básico (PPB). Inicialmente deverão ser fabricadas placas de estações radiobase e posteriormente, dependendo da demanda do mercado, terminais DSLAM. Placas com power supply e handsets serão terceirizados.

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