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Política
Governo coloca fichas em serviços de redes e TV digitais
terça-feira, 02 de Março de 2004 , 18h20 | POR REDAÇÃO

Em discurso afinado com o governo Lula e com o ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira, Pedro Jaime Ziller, presidente da Anatel, destacou nesta terça, 2, durante a abertura da Telexpo, em São Paulo, a importância que está sendo dada pelo governo ao Serviço de Comunicações Digitais (SCD) e ao sistema brasileiro de TV digital (SBDTV), até como fontes de investimentos no País. De acordo com o presidente da Anatel, com a definição do SBDTV, só para a conversão dos 65 milhões de televisores analógicos (com a compra de conversores), há um mercado estimado em R$ 5,7 bilhões. Na conta de Ziller, pelo menos 60% dos usuários de televisores analógicos comprarão conversores para a DTV. Ao preço médio de R$ 150 o conversor, chega-se ao mercado mencionado por Ziller. O presidente da agência acrescenta ainda mais US$ 1,5 bilhão de investimentos por parte das redes de TV para adequar seus equipamentos à DTV.

SCD

A previsão de Ziller é que a partir de outubro comecem a operar as primeiras concessionárias do SCD. O presidente da Anatel não acredita que nos últimos três meses deste ano sejam necessários muito mais que os R$ 40 milhões disponíveis do Fust para viabilizar o SCD. Se for o caso, afirmou, é só pedir um suplemento. Pelo projeto do SCD, cuja consulta pública do PGO e do PGMQ foi finalizada nesta segunda-feira, dia 1º., a meta é atingir, em até cinco anos, 185 mil escolas públicas, 5 mil bibliotecas e mais os hospitais universitários, e levar a todas essas instituições o acesso banda larga à internet. Com o SCD, a Anatel deve rever seu antigo projeto para numeração da internet (0i00) porque, conforme Ziller, os dois serviços referem-se a redes públicas digitais e, portanto, são convergentes.
Ziller ainda deixou claro que os recursos do Fust financiarão somente os softwares livres. Segundo sua informação, gasta-se atualmente mais de US$ 1 bilhão em divisas com os softwares proprietários.

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