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Balanço
Prejuízo líquido da Telesp Celular aumenta 157% no trimestre
terça-feira, 17 de Fevereiro de 2004 , 16h41 | POR REDAÇÃO

O prejuízo líquido da Telesp Celular Participações – TCP (que consolida a Telesp Celular, a TCO/NBT e a Global Telecom) no trimestre encerrado em dezembro do ano passado foi de R$ 177,5 milhões negativos, um aumento de 156,9% em relação ao trimestre anterior, quando foi de R$ 69,1 milhões negativos. No ano, contudo, o prejuízo líquido acumulado caiu 69,4%, de R$ 580 milhões negativos para R$ 177,5 milhões negativos.
Um dos motivos principais do resultado do último trimestre de 2003, segundo o diretor de relações com investidores da TCP, Fernando Abella, foi a atualização da provisão do PIS e Cofins para R$ 78 milhões. Outros itens que puxaram o resultado negativo foram a distribuição de juros sobre o capital próprio da TCO, no valor de R$ 94,1 milhões, e as despesas relacionadas com a incorporação da TCO.

Margem EBITDA

A receita operacional líquida foi de R$ 1,877 bilhão (R$ 933 milhões em dezembro de 2002) e o EBITDA registrou R$ 621 milhões (R$ 426 milhões no ano anterior). As margens EBITDA das operadoras consolidadas sob a TCP foram as seguintes: Telesp Celular: 42,1% (45,1% em dezembro de 2002); Global Telecom: 11% (16,9% em 2002); TCP, sem a TCO: 34% (41,1% em 2002); TCO: 31% (30,9% em 2002).
No ano passado, o presidente da Vivo, Francisco Padinha, havia previsto que a margem EBITDA se estabilizaria na casa dos 40%. ?A médio e longo prazo atingiremos essa meta?, reiteirou Padinha, na previsão para este ano. A estimativa do presidente da Vivo é que o mercado móvel cresça 30% durante este ano.
Para Abella, a margem EBITDA voltou, já em janeiro deste ano, aos níveis normais. O executivo explica a redução da margem por diversos fatores: esforço comercial no último trimestre do ano passado (a Vivo vendeu 1,8 milhão de aparelhos só em dezembro); impacto da provisão do PIS/Cofins; e correção salarial de 7,5% para os funcionários da operadora.

Incorporação da TCO

A incorporação acionária da TCO pela TCP continua pendente, sem data para ocorrer, segundo Abella. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) avaliou que a incorporação da TCO era irregular e, à época, no início de janeiro, a TCP divulgou que entraria com uma ação judicial contra a CVM para reverter essa decisão. ?Não temos um cronograma. A defesa deve ser bem preparada porque esse não é um processo habitual?, diz Abella.
Em dezembro, a Vivo chegou a 20,7 milhões de assinantes, dos quais 13,3 milhões são da TCP (crescimento de 29% sobre 2002). O market share estimado da TCP é de 53%. Padinha disse que, em escala mundial, somente a Vivo e as operadoras chinesas China Unicom (85 milhões de usuários) e China Mobile (138 milhões de assinantes) aumentaram a base em mais de 1 milhão de assinantes.
O investimento total da TCP no ano foi de R$ 755 milhões, o que representa 11,4% da receita operacional líquida. A previsão de Padinha é que o investimento para esse ano permaneça entre 10% e 11% da receita líquida.

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