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SCD
ONGs querem acesso ao novo serviço
quarta-feira, 28 de Janeiro de 2004 , 18h47 | POR REDAÇÃO

Representantes de organizações não governamentais (ONGs) presentes à audiência pública realizada pela Anatel nesta quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro, para debater as regras do Serviço de Comunicações Digitais (SCD), demandaram mais espaço para as entidades no projeto. Um representante da Fase, ONG de defesa dos direitos humanos, criticou a burocracia prevista no regulamento do SCD para que entidades não governamentais sejam beneficiadas com o acesso à internet. Além disso, foi questionada a visão da Anatel de que as escolas seriam um lugar mais adequado que as ONGs para que a população utilize computadores ligados à grande rede. O argumento é de que as escolas têm poucos professores e, portanto, teriam dificuldade de atender às comunidades locais fora do horário escolar. Também foram feitas críticas à má divulgação da audiência em si.
O evento contou com a participação de deficientes auditivos da entidade Associação Alvorada, que pediram que os terminais do SCD sejam adaptados aos surdos e mudos. O superintendente de universalização da Anatel, Edmundo Matarazzo, garantiu que todos os terminais serão capacitados a atender pessoas com deficiência auditiva ou visual, através de leitores de tela para cegos e conversores de áudio para Libras, linguagem dos surdos e mudos.
Foram poucas as perguntas encaminhadas por representantes de empresas. A Globalstar questionou o limite mínimo de 64 kbps de velocidade para os serviços e a Vicom criticou o longo período reservado às concessionárias do SCD antes da abertura do mercado para empresas autorizadas, prevista para 2009.

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