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Telefonia fixa
Intelig planeja investir 50% mais em sua rede em 2004
terça-feira, 27 de Janeiro de 2004 , 18h35 | POR REDAÇÃO

A Intelig planeja investir em sua rede este ano R$ 76 milhões, ou 50% a mais do que o total alocado no ano passado. De acordo com o vice-presidente de marketing e vendas da empresa, Kleber Meira, a operadora, entre os principais objetivos para este ano, pretende cobrir todas as capitais do País com seu serviço de telefonia local, lançar acessos de banda larga (em ADSL), ampliar redes metropolitanas, além de criar um provedor gratuito de acesso à internet. O executivo também prevê um crescimento de 16% em sua receita líquida para este ano, que em 2003 foi de cerca de R$ 1.
Os aportes serão feitos com recursos próprios, garante Meira. Segundo ele, desde 2002, quando os acionistas da Intelig (France Telecom, Sprint e National Grid) manifestaram interesse de se desfazerem do negócio, a empresa vem passando por um processo de otimização dos gastos e contando apenas com sua própria geração de receita para investimentos. A empresa tem uma dívida de US$ 170 milhões com a Alcatel, que participa do processo de venda de seus ativos. No momento, a Telemar, Brasil Telecom, GVT e um grupo formado por ex-executivos da empresa são candidatos a assumir o controle da Intelig.

Bitstream

O ingresso da Intelig no mercado de ADSL necessariamente está condicionado à arbitragem de preços por parte da Anatel sobre os preços e condições de unbundling de dados, ou bitstream, aguardada ainda para este semestre. A medida, que será adotada pela agência entre outras iniciativas para viabilizar a licitação de licenças de Serviço de Comunicações de Dados (SCD), servirá também para que operadoras competitivas possam finalmente utilizar as redes de acesso das incumbents, estimulando a concorrência pela oferta de serviços de acesso de banda larga nas linhas fixas.
A Intelig, segundo Meira, já homologou fornecedores (Alcatel, Nortel, Cisco e Huawey) para a compra de equipamentos para a oferta do novo serviço, que será voltado principalmente ao mercado de pequenas e médias empresas (PMEs). A idéia é oferecer os acessos no segundo semestre, se for cumprida a promessa da Anatel de regularizar o unbundling ainda na primeira metade deste ano.
Ao mesmo tempo em que espera a regularização do uso da última milha de terceiros, a Intelig realiza contratos com outras operadoras para uso de seus acessos ao cliente. A operadora começou a usar redes de TV a cabo da TV Cidade e TV Show para transmissão de dados a PMEs em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. A empresa já utiliza também a rede de fibras ópticas da Iqara, Light Telecom, Copel e Infovias em São Paulo, Rio de Janeiro e Sul do País. Por fim, testou a rede wireless de banda larga em 10,GHz da Universal a fim de empregá-la como solução de última milha.
Sobre o provimento gratuito de acesso à Internet, Meira limitou-se a comentar apenas que o objetivo da Intelig é adotar estratégia semelhante à de outras operadoras de se beneficiarem do desbalanceamento de tráfego em suas redes com esta solução. O principal alvo neste caso serão os usuários residenciais, ao contrário dos demais projetos para 2004, que são voltados essencialmente para o mercado corporativo.

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