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Balanço
Perdas da Qualcomm com Vésper caem para US$ 7 milhões
sexta-feira, 23 de Janeiro de 2004 , 16h33 | POR REDAÇÃO

A Qualcomm registrou perdas operacionais de US$ 7 milhões com a Vésper no último balanço encerrado em dezembro do ano passado. No mesmo período, em dezembro de 2002, a perda havia sido de US$ 30 milhões. Segundo o balanço da companhia, com a venda da Vésper para a Embratel, em dezembro, foram realizadas perdas de US$ 52 milhões. O prejuízo remanescente antes dos impostos foi de US$ 9 milhões no último trimestre (US$ 103 milhões no mesmo período de 2002).
Além do prejuízo com a Vésper, o prejuízo incluiu mais US$ 16 milhões em perdas, somados a mais US$ 10 milhões de desconto dados à operadora mexicana Pegaso pelo pagamento antecipado de uma dívida ativa no valor total de US$ 193 milhões. Segundo o balanço, esse prejuízo foi parcialmente compensado por uma receita financeira de US$ 14 milhões.
As despesas gerais, administrativas e de vendas foram de US$ 137 milhões, queda de 8% sobre o mesmo período de 2002, resultado atribuído principalmente ao decréscimo dessas despesas com a operação da Vésper no Brasil. Com a venda da Vésper para a Embratel, a Qualcomm criou uma empresa subsidiária de torres (TowerCo), que administra 622 estações radiobase (ERBs).

Resultados consolidados

Nos números consolidados, a Qualcomm registrou receitas de US$ 1,2 bilhão, crescimento de 13% sobre o mesmo período de dezembro de 2002. O lucro do trimestre foi de US$ 352 milhões. O chairman e CEO da Qualcomm, Irwin Jacobs, demonstrou entusiasmo com os resultados do balanço, principalmente com as redes 1xEV-DO. Nos EUA, a Verizon anunciou recentemente sua intenção de cobrir o país com uma rede CDMA 1xEV-DO. No Brasil, a Vivo deve evoluir sua rede 1xRTT também para o EV-DO, assim como ocorre na Coréia do Sul e, mais recentemente, no Japão.
Ainda no trimestre, a Qualcomm anunciou ter gasto US$ 150 milhões com pesquisa e desenvolvimento, voltando seus esforços principalmente para o wCDMA (UMTS), cdma2000 1x e 1xEV-DO.
Para o ano fiscal de 2004, a empresa prevê um crescimento entre 6% e 10% sobre os resultados de 2003, com um mercado de aparelhos CDMA por volta dos 138 milhões a 146 milhões de unidades e uma queda média de 7% no preço dos terminais.

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