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Operadoras locais compartilham receita com provedores
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2004 , 18h59 | POR REDAÇÃO

Pelo menos duas operadoras de telefonia fixa local, a Telefônica e a Telemar, vêm oferecendo planos de pagamento por volume de tráfego em suas redes aos provedores de acesso à Internet. A prática não é confirmada pelas próprias empresas, mas é atestada por dirigentes de diferentes provedores.
Acessíveis indistintamente a todos os provedores, gratuitos ou não, tais planos seriam a maneira encontrada pelas concessionárias de contornar a questão do desbalanceamento de tráfego, ou seja, a situação em que o pagamento de tarifas de interconexão pelo tráfego entrante supera o volume de tráfego sainte. A intenção das concessionárias é evitar a migração de receita para novos entrantes com sumidouros de tráfego, como provedores de Internet e call centers, em suas redes.
A Telefônica, como informa o diretor de um provedor de acesso, concede pagamentos sobre a receita obtida com tráfego mensal superior 12 mil minutos para cada linha. Já a Telemar, como atesta outro provedor, paga em torno de R$ 2 para cada volume de 20 horas de acesso por usuário.

Não-agressão

A estratégia das teles locais, na verdade, não chega a ser uma novidade, assemelhando-se à adotada pela Embratel (também uma nova entrante no mercado de telefonia local), que em março do ano passado lançou proposta de repasse de receita de tráfego a provedores de Internet contratantes de seus serviços de telefonia local. Representa, contudo, uma surpresa para provedores de acesso pagos, que temiam que as concessionárias contra-atacassem suas concorrentes com seus próprios provedores gratuitos, brigando inclusive pelo tráfego entre si.
Há, inclusive, quem aposte na existência de uma espécie de ?pacto de não-agressão? entre as teles locais, que ainda não conectaram seus provedores gratuitos (iG, com participação da Telemar, e iTelefonica, da Telefônica) a redes próprias fora de suas áreas de concessão. A Telemar informou que este pacto não existe, enquanto a Telefônica não fez comentário sobre o assunto.

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