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Conflito entre sócios
Cotistas apontam falhas na administração do CVC Nacional
terça-feira, 16 de setembro de 2003 , 17h14 | POR REDAÇÃO

Uma fonte ligada aos cotistas descontentes com a gestão do Opportunity no fundo CVC Opportunity Equity Partners FIA (CVC Nacional) apontou algumas das supostas quebras de deveres fiduciários que levaram Previ e BNDES a pedirem a destituição do gestor. Segundo a fonte, por três semestres seguidos entre 1999 e 2000 o Opportunity errou no cálculo do patrimônio líquido do CVC, o que resultou em uma taxa de administração mais alta para ser paga pelos cotistas. Foi aberto inquérito na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, após dois anos, a autarquia decidiu a favor dos cotistas.
As fundações e o BNDES, cotistas do CVC, teriam pago R$ 9,6 milhões a mais do que estava acordado pela segunda parcela de pagamento da privatização de ativos de telecomunicações.
Teriam ocorrido, segundo as acusações da Previ e do BNDES, pagamentos de executivos do banco com dinheiro da caixa do fundo, não da taxa de administração.
Segundo a fonte ?há provas concretas de que o Opportunity não trabalha pelo melhor interesse dos cotistas?. espera-se que estas provas sejam apresentadas na assembléia de prestação de contas do CVC, no dia 30 de setembro ou em 30 de outubro, dependendo da pauta.
Apesar da exigência do voto de cotistas que representem 90% do capital do fundo para que o gestor seja destituído, advogados dos descontentes acreditam ser possível obter o sucesso do pleito através da Justiça mesmo sem alcançar o referido percentual. No passado, quando a Previ tentou destituir o Opportunity da gestão do CVC, não conseguiu porque a Sistel patrocinada pela Brasil Telecom (fundação dos funcionários do antigo Sistema Telebrás) vota sempre com o Opportunity, e ela detém mais de 10% do CVC.
?As leis, o código penal, a Constituição: tudo isso está acima de qualquer regulamento de um fundo?, explica a fonte.
Previ e BNDES solicitaram em carta encaminhada ao Opportunity na última segunda-feira, 15, que seja incluída a discussão sobre a destituição do gestor na pauta da próxima assembléia do fundo, marcada para o dia 30 de setembro. Se o Opportunity não incluir o item em pauta, Previ e BNDES pedem uma assembléia específica para 30 de outubro.
Procurado pela reportagem de TELETIME News, o grupo Opportunity não quis se manifestar sobre as acusações que lhe são feitas.

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