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Aquisições
Claro devolverá licença da banda E em São Paulo
sexta-feira, 29 de agosto de 2003 , 12h36 | POR REDAÇÃO

Segundo o presidente da Claro, Carlos Henrique Moreira, a empresa deve começar imediatamente o trabalho de integração dos 1,7 milhão de clientes da BCP a sua rede. Ele esclareceu também que tão logo a compra da operadora pela América Móvil seja concluída e aprovada pela Anatel, a empresa devolverá a licença para a banda E na região da grande São Paulo (a mesma coberta pela BCP), adquirida no leilão das sobras do SMP em novembro passado. Com isso, arcará com multa de 10% sobre os R$ 309,750 milhões pagos pela outorga.
O executivo também ressaltou que os clientes da BCP serão os grandes favorecidos pela transação, por poderem fazer parte de uma estratégia nacional, de toda a rede Claro, e ainda ter acesso à rede GSM que está sendo implantada pela empresa. ?Serão finalmente resolvidas as dificuldades de integração da rede da BCP com a banda B do interior de São Paulo (atendido pela Tess, que faz parte da Claro)?. Moreira também destacou a importância do negócio para os clientes corporativos da BCP, em grande número pela presença da operadora em área de forte concentração econômica.
A migração dos clientes TDMA da BCP para o GSM será feita por meio de faixa adicional de 10 MHz na banda C e da rede originalmente construída pelo grupo mexicano para operar na banda E. A Claro planejava sair do zero em outubro na Grande São Paulo, inicialmente com 670 torres de um total previsto de 840. Com os 1,7 milhão da BCP, o grupo, composto pela operadoras ATL, Tess, Telet, BCE e Americel, ficará com uma base total de 8,4 milhões de clientes.

Aprovação rápida

As aprovações para esse tipo de operação costumam ser rápidas na Anatel nos casos em que não existe risco de infração a algum dispositivo legal. No caso mais recente, que foi a aquisição da participação da TIW pelo Opportunity na Telemig e Amazônia Celular, a aprovação já se arrasta por cinco meses, mas porque há a possibilidade em análise de que esteja acontecendo troca de controle (o que era proibido até o final de julho). No caso da compra da BCP pela Telecom Américas, o problema potencial tende a ser a participação da Telemar no grupo comprador. Dependendo do percentual com que a tele entrar no negócio, pode estar caracterizada situação de coligação com a Telecom Americas, o que poderia ser interpretado como um risco à competição em outras regiões, como por exemplo o Rio, Espírito Santo e estados do Nordeste, onde Oi (controlada pela Telemar) e Telecom Americas (via ATL e BSE) competem diretamente. O percentual para caracterizar coligação é 20%, mas outras condições podem ser prova desse vínculo, como poder nos conselhos, indicação de diretores etc.

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