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Satélites
Executivo estima que banda larga triplica em cinco anos
quinta-feira, 14 de agosto de 2003 , 16h09 | POR FERNANDA PRESSINOTT

O mercado de banda larga para os provedores de satélite deve triplicar em volume de negócios em cinco anos. Esta é a perspectiva do diretor de vendas sênior da New Skies, Jurandir Pitsch. Ele afirma que, percentualmente, o segmento satelital não terá uma representatividade grande em banda larga (hoje o market share dessas empresas não passa de 2% do total, ou 300 mil usuários em todo o mundo), porém o executivo prevê que este será um segmento extremamente rentável para as empresas. O executivo participou do seminário "Soluções em telecom: as aplicações via satélite", realizado nesta quinta, 14, pela Converge Eventos e pelas revistas TELETIME, PAY-TV e Tela Viva.
O presidente da Hispamar, Luiz Francisco Perrone, tem a mesma opinião e calcula que a receita anual global proveniente de banda larga será de US$ 7 bilhões a US$ 8 bilhões nos próximos anos. ?Não conseguiremos ser os maiores players nunca, não teremos a tecnologia mais barata, porém não dá para desprezar esse segmento?, diz Perrone. Ele imagina que redes corporativas e regiões de difícil acesso vão impulsionar as vendas. A Hispamar lançará seu primeiro satélite em meados de 2004.
Segundo Pitsch, no futuro as tecnologias e o conteúdo de TV (de onde vem 70% da receita das operadoras de satélite) e banda larga vão convergir para um único sistema. ?A longo prazo, com o conhecimento em TV, poderemos ter um crescimento acentuado?, acredita Pitsch. O faturamento mundial da New Skies em 2002 foi de US$ 200,5 milhões, sendo 60% desse valor proveniente de DTH. A América Latina representou 15% do faturamento da empresa.
Além do crescimento em banda larga, os provedores de satélite são otimistas em relação a aplicações de segurança como sistemas de localização de frota via GPS, sistemas de contingência, comunicação militar e entre plataformas submarinas. ?Também estamos lutando para o mercado corporativo perder o preconceito com o satélite e poderemos provar que somos eficientes em qualquer parte do planeta e nosso preço independente da distância entre os pontos de acesso?, diz Pitsch.

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