OUTROS DESTAQUES
Estratégia
Fundos se preparam para novas batalhas contra Opportunity
quinta-feira, 07 de agosto de 2003 , 20h15 | POR REDAÇÃO

As mudanças estatutárias realizadas até agora pelo Opportunity na Brasil Telecom e no Opportunity Zain, a atenção que os fundos têm dado à questão da mudanças de participação na TIW, as declarações de Miro Teixeira e José Dirceu sobre irregularidades na privatização da Telebrás, tudo isso é ó prenúncio do que parece ser uma grande batalha, maior do que todas as que já foram travadas, entre o grupo de Daniel Dantas e as fundações previdenciárias das empresas estatais. Segundo informações colhidas por este noticiário junto a gabaritadas fontes do governo (que dará suporte aos fundos) e do mercado, a briga se desenrolará na esfera judicial, no Brasil e no exterior. No início do ano o Opportunity foi à Justiça contra a Previ por supostos danos causados pela fundação justamente em decorrência das ações legais movidas nos últimos anos que buscavam tirar o poder de controle das empresas do Opportunity. A Previ, com investimentos em telecomunicações que valeriam hoje quase R$ 2 bilhões (sem contar os investimentos em outros setores em que Opportunity e fundos são sócios), quer reverter atos jurídicos e societários assinados com o grupo de Daniel Dantas e ganhar autonomia para gerir ou sair dos negócios em telecom em condições de mercado. Hoje, a Previ está, na prática, na mão de Dantas no que se refere a qualquer possibilidade de revisão ou venda destas participações. Os demais fundos de pensão, aparentemente, fecharam com a Previ. A briga não é nova e inúmeras ações já correm na Justiça sobre o tema. Mas, aparentemente, o ânimo para o litígio está renovado. O impacto para o setor de telecomunicações pode ser gigantesco, já que as empresas são sócias na Telemar, Brasil Telecom, Telemig e Amazônia Celular.

Governo

Este ano, segundo fontes bem informadas, Daniel Dantas esteve em três ocasiões diferentes com o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu. Ouviu do ministro que não haveria nenhuma perseguição pessoal, mas que a estrutura de poder montada por Dantas nos anos FHC dentro do governo seria desmontada. Dantas teria contra-argumentado, lembrando que a disputa com os fundos é uma questão privada e que fechou os contratos na época da privatização diretamente com as fundações, e não com o governo.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

Top