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Compra da CTBC não visa aumentar valor da Telemig, diz João Cox
segunda-feira, 04 de agosto de 2003 , 19h05 | POR REDAÇÃO

Embora admita que a compra da CTBC Celular irá agregar valor à Telemig Celular, João Cox, presidente da operadora mineira, negou que o negócio esteja sendo feito com o objetivo de aumentar seu preço em uma venda futura da empresa: ?É inacreditável. Mesmo quando anunciamos a compra de uma operadora, o mercado especula sobre a nossa venda?, comentou o executivo em referência à expectativa dominante entre analistas financeiros a partir da divulgação do acordo na última sexta, dia 1. A aposta é de que a Vivo ou o grupo Telecom Américas estariam interessados na operação de Minas Gerais.
Segundo informe enviado à CVM, a CTBC e a Telemig chegaram a um acordo que prevê a compra de 75% do capital da primeira por esta última. Os 25% restantes estão pulverizados entre acionistas minoritários. O valor da transação, segundo João Cox, só será definido nos próximos dias, após a due dilligence e negociações finais entre as duas partes envolvidas. A concretização do negócio também dependerá da aprovação da Anatel. Ainda de acordo com as regras da agência, será definida também a configuração da operação celular sob a nova direção, podendo ser criada uma nova empresa. Uma vez efetivada a compra, a Telemig Celular não apenas completará sua presença no Estado de Minas Gerais , incluindo a região do triângulo mineiro a sua base, como também passará a atuar em cidades de Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.

Zerando a dívida

Com os recursos da venda da CTBC Celular, a Algar pretende liquidar sua dívida de curto prazo e recomprar a participação societária de 16% de sua sócia norte-americana Williams na holding Algar Telecom, o braço do grupo para todos os negócios de telecomunicações. De acordo com José Mauro Leal Costa, vice-presidente do grupo, que não quis revelar nem o valor do débito de curto prazo, nem o valor das ações da Williams, a operação vai permitir que a empresa possa fazer investimentos sustentados na continuidade da expansão da atuação de outras companhias como a CTBC fixa e Engeredes. ?Pagamos R$ 800 milhões em juros nos últimos quatro anos. Isto é um absurdo?, comentou.
A receita consolidada do grupo Algar Telecom prevista para 2003 é de R$ 1,6 bilhão, sendo que a operação celular responde por 8% deste total. O EBITDA da operação móvel no primeiro semestre foi de R$ 33 milhões, projetando-se valor equivalente para o segundo semestre. Atualmente a CTBC Celular conta com 310 mil clientes.

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