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BrT defende seu serviço de vídeo sob demanda por ADSL
segunda-feira, 02 de junho de 2003 , 18h22 | POR RAQUEL RAMOS

O diretor comercial da Brasil Telecom, Edmond Santiago, esteve nesta segunda, dia 2, no Conselho de Comunicação Social (CCS) para explicar aos conselheiros o serviço Turbo Vídeo, prestado pela operadora por meio de uma licença de comunicação multimídia e que serve para a transmissão de vídeo por redes ADSL. Por meio deste serviço, a BrT oferece sua rede para que empresas de TV paga ou TV aberta ofereçam sua programação sob demanda, segundo o executivo. Santiago explicou que o único objetivo da concessionária é aproveitar a capilaridade de sua rede para promover a convergência de serviços. Mas ressaltou que em nenhuma hipótese a BrT irá gerar conteúdo. A empresa de telefonia apenas tornará disponível a sua infra-estrutura para que emissoras de TV aberta ou por assinatura distribuam seu conteúdo sob demanda. Edmond Santiago disse que a Brasil Telecom ainda não fechou nenhuma parceria e que o serviço ainda está em fase de testes. Este é um dos motivos para que não haja ainda uma previsão de custos para o serviço. O presidente da Abert, Paulo Machado de Carvalho Neto, questionou o diretor da BrT se existe a possibilidade da operadora oferecer seu serviço para empresas de DTH (cuja participação de capital estrangeiro não tem limite) que produzam conteúdo estrangeiro. Santiago afirmou que a Brasil Telecom só irá fechar o negócio com empresas brasileiras que funcionem de acordo com as leis do país. Fernando Bittencourt, colocou uma dúvida o serviço em relação à regulamentação do SCM, que diz que é possível oferecer sinais de áudio e vídeo sob demanda porém sem continuidade. Para Bittencourt, o produto oferecido pela Brasil Telecom permite a transmissão contínua de programação, o que colide com a regulamentação. Segundo Ara Apkar Minassian, superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, a regulamentação do SCM e a súmula nº 006 editada pela agência deixam bem claro os limites do serviço.

TV estatal

A conselheira Berenice Bezerra afirmou que a TV estatal do Paraná estuda uma parceria com a Brasil Telecom para levar o sinal da emissora para o maior número de pessoas possível. Atualmente, a TV tem um contrato par uso das fibras ópticas da Copel (operadora de energia do estado) para difundir o seu sinal. A conselheira elogiou o serviço da Brasil Telecom e afirmou que qualquer instrumento de universalização dos serviços de radiodifusão e telecomunicações deve ser bem-vindo.

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