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Fornecedores temem compartilhamento de rede entre TIM e BrT
segunda-feira, 05 de Maio de 2003 , 19h03 | POR LUIZ MOURA

Os fornecedores de equipamentos começam a esfriar suas expectativas quanto a grandes investimentos na rede do SMP da Brasil Telecom (BrT). Temem que, mesmo no caso de a Telecom Italia deixar de voltar para o bloco de controle da operadora (o que manteria viável a continuidade da implantação da rede móvel da BrT), os sócios podem entrar em acordo para compartilhamento de suas redes, no nível da comutação, em procedimento semelhante ao que já se encontra em testes entre a empresa italiana e o Telecom Americas, com a intermediação da Siemens. Isto seria mais um indício, inclusive, para a escolha do GSM pela BrT, que ainda não se pronunciou oficialmente pelo padrão tecnológico que adotará.
A união de forças seria boa para a BrT, que poderia usar a rede da TIM especialmente nas grandes cidades onde a operadora italiana já conta com boa parte de sua cobertura garantida, na região II (19 estados do Sul, Centro-Oeste e Norte, mais Distrito Federal). Em contrapartida, a TIM poderia usar a rede da BrT em áreas onde sua rede GSM ainda não tem cobertura satisfatória.
O compartilhamento faria sentido nos tempos como os atuais, de aperto cada vez maior nos investimentos. Além disso, daria melhores condições para que a TIM, que por enquanto conta com apenas 444 mil clientes, e a BrT tenham condições de competir com operadoras como a Vivo e o próprio Telecom Americas, que já correm na frente como empresas consolidadas.
Para os fabricantes, embora o compartilhamento seja viável tecnicamente, há dúvidas de que o procedimento dê certo no nível operacional e de marketing. Poderia haver confusão sobre quem seria afinal o dono do cliente, como duas empresas poderiam mexer em uma mesma rede sem conflitos ou, ainda, como uma operadora poderia acrescentar novos serviços exclusivos em uma rede, à parte da outra empresa que ocuparia a mesma infra-estrutura.

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