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Internacional
FCC quer conversar com operadores de cabo para definir política de set-top box aberto
segunda-feira, 20 de junho de 2016 , 18h00

O chairman da Federal Communications Comission (FCC), Tom Wheeler, disse apoiar uma proposta da associação de provedores de cabo (NCTA) para regulamentar o uso de set-top box de padrão aberto, sugestão semelhante à da própria comissão apresentada em fevereiro. Na proposta original da agência reguladora norte-americana, o consumidor poderia escolher receber serviços de vídeo por meio de provedores como Google, Apple e Tivo. "Acho que, ao seguir com isso, (as empresas) indicaram que muitos argumentos que foram colocados contra a nossa proposta ficaram resolvidos", disse ele em evento para jornalistas nos EUA nesta segunda, 20, durante anúncio do projeto de estratégia de espectro para 5G.  "Pequenas redes (de cabo) poderão continuar e não terão de reconstruir (infraestrutura)", assegurou.

Wheeler afirmou que conversará com os provedores de cabo "sobre especificidades de como chegar à regulação para conseguir isso". Assim, espera poder passar a proposta para a votação no Congresso norte-americano. O argumento da FCC é que 98% dos usuários de TV paga nos EUA precisam pagar aluguel de set-tops tradicionais e não têm escolha por outros aparelhos e/ou serviços. "Não é que a FCC apenas pode ou considera fazer, ela deve prover dispositivos competitivos para consumidores".

Mudança de governo

O chairman da agência reguladora também confirmou que poderá não acompanhar essas propostas virando realidade, uma vez que considera "tradição" que um novo presidente daquele País nomeie o próximo chairman (ou chairwoman) da entidade. "Eu entendo o precedente e respeito, vamos ver o que vai acontecer em novembro", diz, referindo-se às eleições norte-americanas.

Provocado pela mediação do evento sobre um provável impacto em uma eventual vitória do candidato republicano Donald Trump, que teria dito que "reverteria a neutralidade", Wheeler apenas respondeu que a política de espectro e liderança tecnológica dos EUA passa pelo ecossistema aberto da Internet. "Não podemos ficar em uma posição onde há gatekeepers que decidam o que oferecer aos consumidores", alerta.

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