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Virtualização
Operadoras querem contra-atacar OTTs com NFV, diz pesquisa
terça-feira, 19 de abril de 2016 , 19h20

Pesquisa da empresa de análise de mercado Heavy Reading solicitada pela fornecedora de soluções de entrega de aplicações F5 Networks mostrou que 90% dos executivos de 73 das maiores operadoras móveis no mundo pretendem investir em virtualização de funções de rede (NFV). Essa é uma das soluções para ganhar mais competitividade frente às over-the-top (OTTs), segundo a companhia. Além disso, 72% vêm o modelo NFV como o melhor caminho para construir uma tele "virtualizada, escalável e elástica". Para 70%, essa tecnologia agilizará o desenvolvimento e entrega de apps e serviços móveis.

No entanto, isso não significa que todos estejam abertos a investir nessa tecnologia: apenas 28% das companhias pesquisadas tinham infraestrutura NFV, enquanto 30% disseram estar implantando nos próximos 12 meses. Outros 30% afirmaram que planejam usar a virtualização em um prazo de um ano e meio.

Apesar de reconhecer a importância dessa tecnologia, 65% dos entrevistados acham que a NFV pode ser insegura. Outro problema é a desinformação: 41% dos entrevistados disseram não saberem o suficiente sobre a virtualização das funções de rede.

O levantamento afirma que 57% das empresas dizem que o time to market é o maior desafio em relação às aplicações móveis. Além disso, diz que 55% desejam "avançar na visão" de gerenciamento de experiência do consumidor (CEM) para fidelizar usuários. A F5 diz ainda que 54% estão preocupados com gastos para atualizar a infraestrutura interna; 53% buscam conquistar "novos padrões de lucratividade e eficiência"; e 45% abrem o jogo e assumem estar preocupadas com OTTs.

5G e IoT

Para 88% dos entrevistados, o tráfego nas operadoras aumentará nos próximos dois anos por conta da explosão de dispositivos IoT. Novamente, a segurança é uma preocupação: 60% enxergam que a conexão entre a IoT e os data centers como "um fator de risco". Por outro lado, a 5G ainda é um futuro distante: 56% disseram estar apenas estudando investimentos em novas tecnologias de capacidade e latência na interface de rede, enquanto outras 47% estão analisando mudanças nas arquiteturas em função da nova tecnologia.

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