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Estratégia
Para Brasil Telecom, não há casuísmo na mudança do PGO
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 , 18h47 | POR MARIANA MAZZA

Seguindo a linha de raciocínio apresentada publicamente desde que começaram os boatos sobre a compra da Brasil Telecom pela Oi (BrOi), o presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, procurou distanciar-se do negócio ao participar dos debates durante o seminário Políticas de (Tele)comunicações, promovido pela Converge Comunicações, em Brasília, nesta terça-feira, 19. O argumento é que a operação estaria no âmbito apenas dos acionistas e que não passaria pelas atuais diretorias das concessionárias. ?Eu nem tenho a ver com essa fusão. Sou apenas uma empresinha que ouviu falar que quer ser comprada?, brincou o executivo.
Mesmo tentando esquivar-se da polêmica, Ricardo K, como é conhecido, acabou defendendo a mudança no PGO, o qual qualificou de anacrônico, como uma necessidade para que o País siga as tendências tecnológicas mundiais de convergência. Importante sempre destacar que a alteração ou derrubada do PGO é peça-chave para permitir que a Oi efetive a compra da BrT. ?Todos nós acordamos agora e estamos sendo atropelados por essa realidade inexorável da convergência?, disse o executivo.
Usando como argumento o que classificou como ?a decadência do modelo de telefonia?, Ricardo K destacou a necessidade de aproveitar melhor a rede construída pelas concessionárias ao longo do processo de universalização do Serviço de Telefonia Fixa Comutada (STFC). Disse ainda que a mudança no PGO não pode ser casuística. Opinou que as barreiras na regulação atual limitam a possibilidade de o Brasil ter uma multinacional de telecomunicações, caso seja essa a meta do governo. ?A gente não consegue mais proteger as fronteiras do Brasil do que está acontecendo no mundo. Por isso não vejo nenhum casuísmo nas mudanças?, argumentou.

Sem morte anunciada

Uma tese bastante citada pelos defensores da união entre Oi e BrT foi minimizada por Ricardo K nesta terça-feira: a de que as companhias morreriam caso não se unissem rapidamente. ?A Brasil Telecom continua sendo uma empresa interessante. Certamente ela sempre vai se manter viva, afinal ela é uma empresa muito líquida.? A diferença estratégica de uma união com outra concessionária estaria na incapacidade de que a BrT cresça sozinha o suficiente para ser uma grande empresa para o Brasil.
Para além da conveniência de uma eventual fusão com a Oi, Ricardo K aproveitou o evento para defender outras causas de interesse imediato da BrT, como a possibilidade das teles entrarem no mercado de TV por assinatura. Segundo o presidente, a regra atual gera ?uma anomalia? que precisa ser corrigida em benefício do consumidor.

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