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NAB Show 2016
NAB teme interferência da FCC nas negociações da TV aberta com outras plataformas
segunda-feira, 18 de abril de 2016 , 18h24 | POR FERNANDO LAUTERJUNG, DE LAS VEGAS

"Parece que todos querem o que nós temos, nosso conteúdo e nosso espectro, mas ninguém que fazer o que nós fazermos, produção local e ao vivo", disse nesta segunda, 18, o presidente da principal associação de radiodifusores dos Estados Unidos, a National Association of Broadcasters, Gordon Smith. Na abertura do NAB Show 2016, que acontece esta semana em Las Vegas, Smith criticou duramente as iniciativas da FCC, órgão regulador das comunicações nos Estados Unidos, para interferir nas negociações entre radiodifusores e operadoras de cabo sobre o valor do conteúdo local. "Se a FCC optar por forçar a mão nas regras de retransmissão de sinal, minando o direito dos radiodifusores de negociar o valor dos seus sinais e dando ainda mais vantagens para as grandes companhias de TV paga, ela pode garantir que o conteúdo que os espectadores mais querem e precisam esteja disponível apenas para aqueles que podem pagar por ele", disse. "Ninguém além dos radiodifusores proporcionam esse tipo de serviço público de forma gratuita", completou.

Smith chegou a acusar "alguns" na FCC de estar "enamorados" da banda larga móvel e do Silicon Valley, tomando decisões regulatórias que colocam a radiodifusão em rota de colisão com estes setores.

Outro ponto abordado por Smith foi a liberação de espectro para uso das redes móveis. Os leilões de faixas de frequência da radiodifusão, liberadas através da migração para a TV digital, aconteceram há um mês e "a FCC merece muito crédito por ter conseguido trazer o leilão até este ponto", dado o número de dificuldades levantadas durante o processo. No entanto, aponta Smith, a questão traz agora outro desafio: mover a posição das emissoras remanescentes no espectro de frequências para liberar espaço para as operadoras móveis.

"Os reguladores deveriam, e acredito que irão, garantir tempo e recursos suficientes para permitir que os radiodifusores façam a mudança. Isso deve garantir que nenhum espectador fique 'no escuro' porque um emissora foi forçada para fora do ar por causa de uma conta que não pode arcar", disse.

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