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Consolidação de papéis da Telemar tem apoio do BNDES
quarta-feira, 18 de abril de 2007 , 15h29 | POR SAMUEL POSSEBON

Até o momento, não parece haver, por parte do governo, nenhum tipo de movimentação no sentido de interferir no processo de reestruturação da Telemar, anunciado na semana passada, e que em tese poderá ser um caminho para uma nova operação de pulverização do controle da companhia. O BNDES, assim como os demais controladores, votou favoravelmente à operação em reunião prévia realizada na terça, 17. O banco estatal tem 25% das ações da Telemar Participações S/A, e é o maior acionista individual no controle da companhia.
Segundo observador próximo à Telemar, é pouco provável que o BNDES também venha a ser utilizado como ferramenta política do governo para assegurar à companhia o controle nacional. "Se o governo tiver efetivamente esta preocupação, vai ter que buscar um outro caminho, como uma golden share, porque o BNDES precisa olhar sua participação do ponto de vista econômico", avalia a fonte. Isso explica, também, a razão pela qual o banco estatal teria aprovado a compra dos papéis da TNL e, anteriormente, votado favoravelmente à pulverização nas condições propostas. Mesmo que alguns dos outros acionistas controladores tenham ganhos com as operações propostas, o BNDES também tem, e isso justifica as decisões alinhadas, explica. Ou seja, o governo não pode se considerar controlador da Telemar por conta de sua participação via BNDES. O mesmo se aplica em relação aos fundos de pensão.
Este noticiário ouviu de fontes qualificadas que a decisão de fazer uma oferta de compra das ações da TNL já era uma alternativa em estudo desde o processo de pulverização do controle, e estava guardada como um plano B. A diferença é que na compra de ações os controladores corrigiram a questão da remuneração dos minoritários, garantindo um prêmio de 25%, o que não acontecia desta forma com a pulverização. "O plano de troca de ações corre um certo risco agora porque com a valorização dos papéis da Telemar nas últimas semanas, o prêmio proposto passou a ser menos atraente", avalia a fonte, lembrando que o desenho da operação e as contas referentes ao prêmio foram calculadas antes de haver uma especulação intensa sobre o tema da possível fusão entre Brasil Telecom e Telemar, o que ajudou a puxar o papel.

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