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DoCoMo: futuro é 5G e IA
terça-feira, 17 de outubro de 2017 , 23h15 | POR FERNANDO PAIVA, DE HONG KONG *

(Matéria originalmente publicada pelo site Mobile Time) A operadora japonesa DoCoMo vai concentrar suas atenções em duas novas tecnologias ao longo dos próximos anos: 5G e inteligência artificial. "Essas são as duas tecnologias-chave para o nosso futuro", disse o CTO da operadora japonesa, Hiroshi Nakamura, durante palestra no 4G/5G Summit, evento organizado pela Qualcomm nesta terça-feira, 17, em Hong Kong.

Enquanto o 5G garantirá uma rede de alta velocidade e baixa latência, abrindo as portas para novas aplicações, a inteligência artificial ajudará a operadora a desenvolver produtos de valor agregado e não ser um mero "cano" para o tráfego de dados. "Mas não poderemos trilhar esse caminho sozinhos. Precisaremos de ajuda de vários parceiros na indústria", ressaltou o executivo.

A DoCoMo vem realizando testes com 5G desde 2010, em parceria com diversos fabricantes, como Ericsson, Nokia, NEC, Huawei e outros. Já conseguiu transmitir dados a velocidades acima de 1 Gbps e experimentou, por exemplo, o streaming simultâneo de seis câmeras (duas em 4K e quatro em 2K) para auxílio de um ônibus autônomo. Também já testou 5G para o controle remoto de tratores, aplicação que requer latência abaixo de 1 milissegundo. Sua expectativa é realizar o lançamento comercial da rede 5G antes de 2020.

IA

Em inteligência artificial (IA), a operadora segue dois caminhos em paralelo. O primeiro é a construção de um assistente pessoal virtual, que será aberto para a comunidade de desenvolvedores na forma de uma API. Ele será agnóstico quanto a serviços e devices. Vale lembrar que a operadora tem tradição em trabalhar com plataformas abertas, como fez em conteúdo móvel ainda no 2G, no começo da década passada, o que resultou, à época, em um caso único de sucesso de um ecossistema variado de serviços de valor adicionado sobre a rede móvel.

Outro caminho é o de desenvolver soluções de IA para verticais específicas, sempre em parceria com outras empresas. Nakamura citou dois exemplos. O primeiro é na agricultura: com o uso de drones, sensores no solo e softwares de reconhecimento de imagem e análise de dados, é possível otimizar a aplicação de pesticidas e fertilizantes para melhorar os resultados da lavoura. O segundo é no trânsito: com análise estatística de uma grande massa de dados é possível prever quando e onde haverá demanda por táxis e direcionar os carros com a devida antecedência. Ambas as aplicações já estão sendo testadas pela DoCoMo no Japão. (*- O jornalista viajou a convite da Qualcomm)

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