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EUA garantem terceira alta consecutiva na receita da Ericsson; Brasil é quinto maior mercado
quarta-feira, 17 de abril de 2019 , 14h10

A Ericsson reverteu prejuízo em lucro e registrou sua terceira alta interanual consecutiva nas receitas durante o primeiro trimestre de 2019, revelou a fornecedora em balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, 17. Os resultados foram impulsionados por uma forte demanda da América do Norte, especialmente nos EUA; na região, as vendas saltaram 43%. Já o Brasil foi o quinto principal mercado no período.

Do total de 48,9 bilhões de coroas suecas faturadas entre janeiro e março (ou US$ 5,29 bilhões), 35% veio de clientes dos EUA (US$ 1,8 bilhão). Há um ano, a participação do país era de 27%. China (5%), Índia (4%) e Austrália (3%) são os outros principais mercados da fornecedora, com o Brasil aparecendo logo em seguida, também com 3% (ou 1,47 bilhão de coroas suecas). Convertido, o faturamento trimestral da operação brasileira rondou os US$ 160 milhões, ou R$ 630 milhões no câmbio atual.

Como um todo, a receita da companhia avançou 13% no primeiro trimestre, mas 7% quando excluídos fatores não recorrentes como a venda de participação majoritária na MediaKind. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, houve queda nas receitas de 23%. Já resultado operacional em um ano saiu de prejuízo para lucro de 4,9 bilhões de coroas suecas (US$ 530 milhões), enquanto o lucro líquido, que também reverteu resultado negativo, ficou em 2,4 bilhões de coroas suecas (US$ 260 milhões). A margem bruta passou de 34,2% para 38,4% em um ano, com a margem operacional saindo de -0,7% para 10% no mesmo intervalo.

Os resultados foram comemorados pelo presidente e CEO da Ericsson, Börje Ekholm. Para ele, a companhia está bem posicionada para crescer de forma lucrativa. Ainda assim, em mensagem divulgada junto com o balanço, o executivo avisou que os primeiros contratos estratégicos de redes 5G da empresa devem impactar negativamente as margens nos próximos meses. No momento, a carteira 5G ainda teria um impacto limitado nas receitas da empresa, com testes de campo e investimentos em P&D exigindo recursos. "Isso vai impactar gradualmente as margens de curto prazo, mas fortalecer nossa posição no longo prazo. O mercado 5G está ganhando força e estamos bem posicionados para capturar oportunidades".

Para o fim deste ano, a Ericsson prevê um lançamento 5G em larga escala na Ásia, além de seguir apostando em clientes líderes em mercados desenvolvidos. A fornecedora notou que serviços de quinta geração móveis foram lançados tanto na Coreia do Sul quanto nos EUA, enquanto a evolução na Europa, com exceção da Suíça, seria lenta devido "à falta de espectro, ao clima de investimentos deficiente" e também "à incertezas adicionais relacionadas com o futuro do mercado de fornecedores".

Redes

A demanda de clientes da América do Norte por tecnologia 4G também foi relevante no primeiro trimestre. No todo, a divisão da redes teve um crescimento orgânico de 10% nas receitas, para 33,4 bilhões de coroas suecas (US$ 3,62 bilhões), ou 68% do negócio da empresa. A margem bruta da unidade alcançou 43,2% (ante 40,4% há um ano). A Ericsson também destacou a aquisição da divisão de antenas e filtros da alemã Kathrein.

Nas outras verticais, os serviços digitais somaram 7,8 bilhões de coroas suecas (US$ 840 milhões); única divisão com queda no faturamento, os serviços gerenciados ficaram em 5,8 bilhões (US$ 630 milhões). Já a unidade de negócios emergentes gerou 1,7 bilhão de coroas suecas (US$ 190 milhões) entre janeiro e março.

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