OUTROS DESTAQUES
Infra-estrutura
TIM quer unbundling para prover banda larga por ADSL
terça-feira, 17 de abril de 2007 , 19h56 | POR FERNANDO PAIVA

O termo unbundling, ou desagregação de rede, ficou famoso no Brasil nos últimos anos ao ser defendido pelas empresas competitivas na telefonia fixa, principalmente a Intelig e a Embratel. Agora, a luta pelo acesso à infra-estrutura das concessionárias locais não se limita mais apenas ao mundo fixo. A TIM também quer unbundling, informou o gerente de planejamento de rede da operadora móvel, Maurício Cascão. ?A oferta de dados em banda larga sem fio está longe da maturidade. Com unbundling poderíamos oferecer banda larga via ADSL?, afirmou o executivo. ?A penetração de banda larga no Brasil é vergonhosa, inclusive quando comparada com nossos vizinhos da América do Sul. É fato: nos países onde se garantiu o acesso à última milha, se conseguiu melhorar a universalização?, comparou Cascão.
Vale lembrar que a Telecom Italia, controladora da TIM, é acionista da Brasil Telecom, mas não participa do controle da tele atualmente.

WiMax

A TIM apresentou proposta para compra de faixas no edital de 3,5 GHz e 10,5 GHz, no Brasil inteiro, e aguarda a decisão do TCU sobre a realização do leilão. A idéia, segundo Cascão, é usar o WiMax principalmente para banda larga sem fio de forma nomádica. Para banda larga móvel o melhor caminho é mesmo o HSPA, depois que acontecer o leilão de 3G.
De acordo com o gerente de planejamento de rede, uma eventual vitória da TIM no leilão de WiMax não tira o interesse da operadora pelo unbundling. ?Unbundling é tudo?, resumiu.

Regulamentação

A Anatel definiu, em 2004, as regras e preços para uma modalidade light de unbundling, chamada de ?line sharing?. A medida não foi suficiente para estimular a competição e fazer com que novos entrantes lançassem serviços de banda larga sobre as redes das concessionárias. O que muitas operadoras querem hoje é o chamado ?unbundling de plataforma?, que permite aos novos entrantes alugar não apenas o fio de cobre das concessionárias, mas também o espaço em suas centrais de comutação.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS
Não Eventos
EVENTOS
Não Eventos
Top