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Estudo global da Kantar Media revela tendências para as mídias sociais em 2018
quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018 , 22h35 | POR MARIANA TOLEDO, DA TELA VIVA

A Kantar IBOPE Media, divisão latino-americana da Kantar Media, líder global em inteligência de mídia, apresentou nesta quarta-feira, 17 de janeiro, o estudo "As Tendências das Mídias Sociais para 2018", reunindo em dez tópicos o que o segmento pode esperar ao longo dos próximos doze meses.

O estudo começa falando sobre uma possível maturidade e consolidação do panorama tecnológico e digital, que é a tendência mais esperada no âmbito geral para as mídias sociais em 2018.

A partir daí, a análise fala sobre como as marcas podem usufruir dessas novas tecnologias, pensando em estratégias de conteúdo personalizadas. A principal tecnologia citada nesse trecho do estudo são as plataformas de voz: "Se uma marca não estiver nas plataformas de voz, ela estará literalmente em silêncio, quieta, quando um cliente quiser interagir com ela", disse Bret Kinsella, fundador e editor de tecnologias de voz da VoiceBot. Marcas de mídia, como CNN, New York Times e Buzzfeed, já oferecem "notícias rápidas" em voz.

Na sequência, o estudo aborda o crescimento da inteligência artificial, que fala do uso de assistentes inteligentes pelas gigantes do setor e acredita que conforme a tecnologia avança, a AI (inteligência artificial) se tornará uma commodity cada vez mais presente em nossas vidas; e a realidade aumentada e virtual (AR e VR), que seguem ainda dentro dos nichos, precisando de uma imagem mais amadurecida para vingarem de vez.

A quarta tendência é a programação de conteúdo em vídeo – algo desejado pelas redes sociais, uma vez que gera interação e essa interação promove engajamento. A ideia é desenvolver um modelo de programação em vídeo que navegue entre a TV convencional, o streaming e serviços de vídeo on-demand, tais como Netflix.

O estudo fala ainda da publicidade em mídias sociais, que explodiu em 2017 e tende a seguir em expansão em 2018, inspirando novas experiências com anúncios cada vez mais personalizados para o consumidor. "O marketing social não se trata mais de narrativas, e sim de experiências", afirma a análise. Isso está diretamente ligado com a próxima tendência listada pela pesquisa: o marketing de influenciadores, ou seja, aproveitar a popularidade dos grandes nomes da internet para aumentar  visibilidade e gerar vendas: "Mais e mais marcas estão tendo resultados significativos, descobrindo que o marketing de influenciadores pode ser uma alternativa eficaz". O mapeamento fala ainda da exploração de outros formatos interativos, como os vídeos Live 360.

Os últimos tópicos do estudo abordam questões mais complexas, tais como a privacidade nas mídias sociais. Segundo o pesquisador holandês Tijman Shep, um medo tão forte de "exposição" social pode levar à próxima doença impeditiva do século. A chamada "frieza social" (do inglês, Social Cooling) é uma condição caracterizada por uma preocupação exagerada com o que se publica ou "curte" em redes sociais. E, de acordo com a última pesquisa "Connected Life", da Kantar TNS, as pessoas têm consciência do preço que precisam pagar, em dados pessoais, para manter um estilo de vida conectado.

Mas, segundo a análise, 2018 será um ano fundamental para os avanços relacionados à privacidade de dados sociais. Em maio, entra em vigor a Regulação Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR) da União Europeia. E as multas por não conformidade são altas – até 4% da receita anual. A legislação da GDPR, entre outras, protege especificamente os dados gerados por usuários, como publicações em mídias sociais. Para as marcas, é momento de se movimentar: elas devem ficar atentas à forma como usam dados sociais, além de decidir se armazenam esses dados em um CRM [Customer Relationship Management (Gestão de relacionamento com clientes)] ou em outro lugar. Segundo: elas devem encontrar métodos alternativos para engajar os usuários mais jovens de mídias sociais, por exemplo, usando aplicativos de troca de mensagens nos quais as interações sejam mais pessoais e reservadas.

Por fim, o levantamento trata do tema  fake news, "o lado obscuro da web". "Fazer com que o algoritmo do feed possa combater as notícias falsas se tornou uma grande prioridade das gigantes sociais para 2018", sugere o estudo da Kantar. O Facebook está usando "machine learning" para detectar compras feitas por contas de spam , dificultando a compra de anúncios por parte de quem publica notícias falsas. Isso inclui a contratação de mil novos revisores para monitorar o conteúdo de anúncios, em vista da manipulação do sistema de anúncios do Facebook realizada pela Rússia.

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